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Campanha do Agasalho 2009

Monday, September 25, 2017


Sou um “Fantasma” da Noite!



Cada vez me convence mais que sou um “fantasma” da noite. Quando o Sol descansa eu percorro a noite.,

Está presente uma geração que era a minha. Percorro-me. Ando. Preenche-me. Foi ela que me apelidou de “fantasma” da Noite. Éramos todos.

Vagabundeio noite dentro. Com orientação precisa. Exacta. Evito o meu estado. Ela, a noite, persegue-me e faz-me mover. Conquistar o que o dia negou.

É, por isso, que vivo o que vivo. É, por isso, que sinto o que sinto. Resguardo o ser. Caminho noite adentro como um “Fantasma”.

Ninguém sabe, mas prognosticam o que vai em mim no escuro. Os olhos são holofotes do sentir e de habituação. São como lanternas adaptadas. Vêm mais que de dia. Sentem. São. Binóculos apontados à noite. Ao seu Firmamento encantador e carinhoso. Vêm tudo. Tudo, mesmo.

O “Fantasma” da Noite vê tudo. O firmamento. A Lua doce. O Céu interestelar de mim. São “lupas” apontadas e orientadas para o Alto.

Mesmo ao entardecer, sou um “fantasma” do Entardecer.

No escuro procuro a beleza. A pureza de tudo. A delícia de existir. Como ouso fazer “isto”?

A resposta é geracional. É de carácter pessoal. De atitude que se condigna com o viver.

Enquanto viver serei sempre um “Fantasma “ da Noite.

Observo o  seu negrume com respeito. Adoração. Paixão.

Há um silêncio que me abarca. Há uma postura correcta e fantástica. Posso ver o lindo Planeta que é o nosso. Em Paz. Em quietude. Em que me maravilha.

A noite resgata a ideia que têm de mim. Assim, adoro entregar-me. Adoro partilhar. Adoro assumir esta conduta maravilhosa de pacatez e de ternura. Que vos percorre. Que sentem o que sentem. Que são o que São. Sem interferências de qualquer índole. Sem adversidades ou contratempos de ninguém.

Há o dia. Há a noite.

Prefiro ser um “fantasma” da noite.

É a explicação sóbria. É a designação sensata.

Bem-Haja!



António Pena Gil



Sejam felizes, sim?

Sunday, September 24, 2017


Eu. Um “construtor” do meu Eu.



Hoje, levantei-me cedo. Muito cedo.

Olho tudo à minha volta. As paredes murmuram e segredam “coisas” maravilhosas. Agradáveis Majestosas.

Na minha frente vejo uma taça vertical repleta de limões.

Imensos limões que a preenchem. Estão armazenados. São recomendáveis.

O meu pequeno-almoço constou de uma banana e um iogurte que sinto. Que em mim provocam bem-estar e harmonia. Um certo “desconforto” nas atitudes e gestos que encetava, primeiro. Eram incompreensões céleres de desencanto perante o mundo.

No balcão que separa a cozinha da sala observo imensas bananas. Estão guardadas com aquela Alma com que procuramos a alegria e a felicidade.

Todos dormem. Descansam entrincheirados no seu próprio Ser de deslumbre e fascínio.

Na mesa onde me sento olho a televisão. Um filme do Cão Polícia agradável. Treinado. E, certo na resolução de perigos e pessoas más. Pessoas perversas que abomino. São iníquas. Usurpadoras de tudo o que conseguem. Que não é deles ou delas.

Guardo-as em mim. No que sou e sinto. Pessoas nada sublimes e nada encantadoras. Que nada merecem.

Na “banca” da cozinha observo uma limpeza fantástica. Que faz maravilhar. Olhei-a um pouco Sim! Hoje transcendi-me de ternura e fascínio por tudo o que via ali.

Gosto de escrever entregue ao que perscuto. Ao que olho. Ao que vejo.

Há muito amor aqui. Um amor transcendente de pureza. De encanto. De enternecer.

Que nunca deixarei “roubar”. É crime punido por Lei.

Dois quadros postos na parede, parecem encetarem uma “dança” ao encontro do sensível viver. Com calma.

Com sensatez. Com significação no lugar de destaque do meu Ser.

O Senhor Gonçalves parece acomodar-se ao respeito e anúncio nele com verdade e autenticada  beleza e compreensão de causar pasmo e uma encantadora magia como se comporta e suporta os gestos de civismo que “moram” aqui. Está mais calmo. A bondade. A franqueza faz agora parte de si.

Como é bom. Como é de fascínio e ternura. Como se pode conviver com ele.

Sinto que a minha casa possui dependências a mais que não deviam “viver”! Comigo. Com a família. Com todos vós.

Os olhos parecem falar de cansaço. De vitalidade inexistente no que sou.

Como é aprazível viver aqui. É o que mais ambiciono e exijo.  Faz parte de mim. Do que penso. Do que desejo. Do que ambiciono terna e bela adoração. Uma adoração que me faz aqui.

Até breve, Amigos.

Está bem?



António Pena Gil



Sejam felizes, sim?

Friday, September 22, 2017


Nunca tive Ambições ou Pretensões de ser um “Multimilionário” das Ideias. Um “Multimilionário” dos Pensamentos e dos Sentimentos. Um “Multimilionário” do Ser e do Sentir!



Sempre me vi e revi de formas modestas e sensíveis na vida. A minha vida. Sempre me assumi como um normal cidadão do existir. Sempre respeitei tudo e todos. Nunca me encarei ser superior ou gigantesco em relação a todas as pessoas por compreender e entender o que vai nelas quando as olho e observo. Quando observo e sinto a sua imensa ternura. Deslumbre. Enternecimento.



Só lhes desejo e quero o seu bem. As suas mentes admiráveis e importantes como seres de fascínio e maravilha.

Sou um sonhador amigo. Cúmplice do que fazem e não fazem. De viverem em felicidade e encanto. De superarem problemas ou adversidades com facilidade e prontamente. Sim! Sem objecções de qualquer espécie. Para o seu próprio Ser. Para todos os que coabitam com elas. Enternecidos e sublimes de beleza e pureza e pela excelência e notabilidade do que são.

Os “multimilenários” das ideias não existem. Aparentam-se. Com a sua sinceridade. Com a sua Cumplicidade. Com a sua sensatez. Com a sua veracidade.

Muitas delas assemelham-se ao que de mais puro e lindo há no mundo inteiro. Ao que de mais óbvio existe no Planeta. Pela sua entrega à vida. Ao pensamento. Ao sentimento. Ao seu eu e ao eu dos outros. São preciosas. São tesouros. São a pureza e a sua autêntica humildade do Ser a encontrar o seu próprio entendimento num pensamento sóbrio e sensato que é delas. Que foi “construído”, carinhosa e ternamente por elas.



Sempre existi sem sobressaltos ou objetivos de grandeza e enormidade. Tento apenas ser, só eu.

Encontrar o encanto da vida. Amar a existência com fervor intenso e pleno. Ser cúmplice de todos e todas no seu estar de bem com o mundo em que vivemos. Nada mais que isto. Somente tento encontrar a magia do pensamento. A magia dos sentimentos bons. O deslumbre de existir assim.

Nunca tive Ambições ou Pretensões de ser um “Multimilionário” das Ideias. Um “Multimilionário” dos Pensamentos e dos Sentimentos. Um “Multimilionário” do Ser e do Sentir!



Nunca pensei ser “isto”. Nunca me passou sequer pela minha atribulada e gasta cabeça humana.

Também nem sequer os procuro. São pessoas raras no mundo. Muito raras. Não existem muitas. Se é que as há?

Vivem e revivem vidas nelas. Vivem e revivem ser ricas de ideias. São mitos existenciais. São cabeças pensantes. São “multimilionárias” das ideias, dos pensamentos e dos sentimentos.



Vivem no escuro. Por entre as brumas pretas de vida.



Só conseguem viver pensando. Expondo ideias que não conduzem a nada. Nunca aparecem.

Existem escondidas das pessoas. Omissas de si próprias. Do que valem. Do que são. Essas sim, são autênticas e absolutas “multimilionárias” das suas ideias. São poderosas. São ímpares. São extraordinárias. São perfeitas.

Vivem só para isso. Coabitam outros seres com dificuldade. Transformam-se em falsa “etiqueta” do sentir. Não conseguem aparecer ou surpreender o mundo.

As suas “etiquetas” estão, somente, comprometidas só com elas. Sempre ambicionaram serem “multimilionárias” das ideias, dos pensamentos e dos sentimentos.



Não têm outros compromissos com o mundo. Com a sociedade. Com o Planeta.

Eu e Vós evoluímos dentro da normalidade e existência possíveis sem ser como elas.

Admiramo-las. Mistificamo-las. Mas, não passamos destas atitudes. Vivemos agarrados a nós. Com o que temos em nós.

Com a felicidade existente com o que o Mundo seja ou pense como nós.



Não somos, nem pensar, “multimilionárias” das ideias, dos pensamentos e dos sentimentos.



Seria excelente, sê-lo. Adorávamos sê-lo. Valia a pena sê-lo, sabem? Mesmo, que só fosse por uns instantes rápidos. Mesmo que fossem somente um pouco. A experiência seria ímpar e desejada e ambicionada por breves momentos só. Deve ser de fascínio. Deve ser uma sensação excelente. Uma sensação ímpar. Soberba.



E, pronto!

Nunca poderíamos ser “multimilionários” das ideias, dos pensamentos e dos sentimentos.

Está bem?



António Pena Gil



Sejam felizes, sim?

Thursday, September 21, 2017


Os Meus Delírios!



Todos os dias venho aqui falar-vos e expressar-vos os meus delírios.

Sim! Delírios do Ser. Delírios do Sentir. Delírios do Estar!

Acredito, vivamente, que os ouçam e os leiam, mas preocupados e apreensivos pela vida que confeciono nada usual. De forma tão óbvia e manifesta. Que pode causar pasmo. Espanto. Incredulidade. Desculpem, não é isso que eu desejo ou pretendo. Está bem? São só formas de viver neste mundo. De existir. De Ser. Os Delírios não me fazem mal. E, deitam para fora de mim tudo o que sou. Aliviam o Ser. Está bem?

Tenho que vos agradecer. Sim! A todos e todas. São uma forma de me governar. De existir convicto. De uma vida que é minha.

Os delírios entrincheiram-se no que sou, acreditem? Fazem-me sonhar sonhos delirantes. Fantásticos.  Intransmissíveis.

A razão? Não sei. Sinceramente não encontro uma razão. Talvez, aliviem e atenuem o comando e o exercício de tudo o que faço e sou.

Uma imensa panóplia de sentimentos e pensamentos que possuo em mim. Sim! Com os meus delírios que são uma maneira de sentir o Planeta. Vasto e majestoso. Incompreensível..

Não! Não “deposito” nada em vós. Espero que entendam e compreendam. Apenas sou assim. Como sou. Como me governo. Como vivo. Como sou. E, eu que nunca me governei. Nunca fui. Também, nunca fui governado.

Somente e unicamente adoro os meus delírios. Vivo “aconchegado” a eles. São como um “abraço”. Como um “colo” do mundo. Sim! Do meu mundo.

E, não é fácil ser assim, sabem? Passo por muita coisa sem saberem quem sou. Apesar de os delírios nunca me comprometerem. Sim! Com o meu compromisso de viver que é meu.

Talvez, seja indevido ou inconveniente. Talvez, o repulsem do vosso entendimento.

Isso eu não desejo. Eu não quero.

Unicamente, os meus delírios existem em mim. Nunca os abandonarei. Nunca ficarão sozinhos. À mercê do acaso. Esquecidos no espaço e no tempo que sonham a vida..

Funcionam como as “anestesias” constantes, lembram-se? São aliados a eles. “Anestesias”. “Delírios”. Todos eles fazem parte integrante e existente do meu estar aqui. Sim! Incomodá-los com o que digo. Com o que expresso. Com o que existo.

São “delírios existenciais”, pronto! Nada mais. Estão presentes. Estão aqui em mim. Vão para todo o lado comigo. Não, à muita beira. Sim! Dentro de mim. Do que sou. Do meu existir.

Pronto, tenho “delírios”.

Ninguém mos transmitiu ou enviou. Coabitam comigo, com o meu estar, sempre. Fazem parte integrante de mim. Desde o nascer até “partir”.

“Deliro” a vida. Com sensatez. Com sobriedade. Com lucidez. Até fazem bem. Eu que nunca estou bem.

E, pronto, é tudo.

São os meus delírios de que gosto!



António Pena Gil

Wednesday, September 20, 2017


Contagem Decrescente



Tal como vos expressei há tempos não distantes de agora tenho um livro, ainda na “forja” que hoje lhe irei “pegar.”

Trata-se de um Romance Histórico-Policial empolgante, com situações difíceis e misteriosas na NASA, em que tudo pode surgir e acontecer.

Este lugar situa-se num “hangar” de luxo em que nada falta. É grandioso e situa-se na base do deserto do Nevada.

Este fascinante subterrâneo possui tudo o que uma cidade repleta de mistérios, contratempos e adversidades de sublime visão, o preenchem de magia. De sublime “confeção”.

E, muito apurado para desenlaces pertinentes.

Possui avenidas de sonho. Automóveis que a percorrem todos os dias, Catedrais majestosas, escolas, farmácias, uma Universidade, cafés, restaurantes, lojas comerciais, pontos de encontro entre as pessoas, piscinas, um estádio desportivo, casas esplendorosas com segurança através de portas blindadas, jardins repletos de beleza, seguranças atentos a tudo e, ainda, situado na camada profunda da terra, um comboio movido a energia atómica que celeramente vai entre as diversas bases que percorre num ápice.

Executa a distância em escasso tempo, que o faz “voar” nos imensos carris preparados para o efeito que o tornam veloz, útil, imprescindível e seguro.

São 318 página já escritas que vou corrigir manualmente.

Uma base de autêntico fascínio para experiências interplanetárias, através de telescópios potentes e preparados para enviarem sondas, “robots” “telecomandados”, naves preparadas para tudo, tirando fotos do que vão vendo e apurando, mesmo sendo de longo alcance, com uma vigilância permanente e constante de poder de observação do Firmamento maravilhoso.

Nos “hangares” que circundam esta base da USA, existe desconhecimento dos outros subterrâneos sem perceção, mas temerosos, pelo que contam os poucos exploradores que se aventuraram a lá ir.

A Maçonaria e os Templários fazem parte deste livro também, entrechocando-se entre si, umas vezes, sendo amigos e leais outras vezes.

Capítulo Um:

Quando Allen percebeu o perigo que corríamos, em face da pesquisa às suas “coisas”, sentiu um punhal enterrando-se nas suas costas que o fez cair desamparado de encontro ao chão duro e falecendo de imediato.

O sangue corria agora por todo aquela sala, “encharcando” este local.

Vou, então corrigi-lo.

Obrigado pela vossa atenção e opinião valiosas para o vosso íntimo mais escondido de vós.

E, fazem bem.

Tenho, muito a corrigir.

Esteve na gaveta da minha mesinha de cabeceira um ano.

A ver vamos.



António Pena Gil



Sejam felizes, sim?

Tuesday, September 19, 2017


Parabéns, Educadores do “Mundo”. Parabéns Educandos de sonho.

Hoje, na minha humildade, vou falar-vos sobre Educação.

Quando os portões dos Estabelecimentos de Ensino se abrem, os alunos deveriam entrar em felicidade e alegria na escola e vivê-las lá. Não podia, nem desejava ver algum ou alguma aluno(a) triste ou em total desencanto.

Sempre tive esta preocupação em mim.

Nessa altura funcionavam “as mentirinhas pedagógicas” inócuas e sempre bem sucedidas.

Tentava fazer uma motivação muito curta e de imediato se formavam os grupos de trabalho para o exercício da função discente.

Enquanto se entregavam aos seus objectivos educacionais no Processo Ensino/Aprendizagem olhava-os longa e demoradamente.

Quando havia na sala de aula satisfação e contentamento pelo que faziam sorria com grandiosidade e gigantismo para dentro de mim. Eram sinais que estavam a gostar do que faziam sorrindo também ao que se pedia para efectuarem criativa e com entrega total e feliz às tarefas propostas.

Havia sempre alguém problemático e com problemas pessoais graves e desagregadores do seu ser e sentir a escola e ao que lá se “constrói” com civismo, respeito e Cidadania totais e plenas.

Como um fraco Psicólogo tentava debelar as suas dificuldades e fomentar neles a amizade e parceria ao que se estava a acontecer com ele ou ela.

Num total de cem por cento, noventa por cento contavam-me, confiando que podia ajudá-los de alguma maneira.

Ficavam como segredos sigilosos em mim. Depositavam-me e “atiravam-me” sempre confiantes e com a percepção de que eu estava a tentar ajudá-los com a sua vida.

Eram vidas desfeitas. Eram ambientes familiares “aterradores” em que viviam. Eram condutas de desagregação familiares à mercê do acaso e sem qualquer tipo de relacionamento parental para com os seus filhos e Educandos.

Também tenho filhos e, por vezes, torna-se difícil e custoso constatar algo que omitem por serem “segredos” muito seus.



Ninguém saberá. – Pensam. – Posso ser penalizado ou entenderem que o que faço é um mal “grave”? Sei lá. – Pensam para eles somente, escondendo o problema por pensarem que não os vão ajudar, mas condenar pelo que fizeram.

Funcionavam, então, as “mentirinhas pedagógicas” na aula e na caderneta para os pais lerem.

Escrevia, então: - O seu educando é fabuloso, feliz e um dos melhores alunos da turma. Parabéns.

Talvez, “isto” movesse a ternura e carinho de um pai ou de uma mãe ausentes e descrentes na sua missão de bem-estar e preocupação para com um filho ou uma filha.

Não estranhava ver o Pai no outro dia, presente na escola e, a mostrar-me incrédulo a caderneta do filho, com surpresa, espanto, lágrimas nos olhos de felicidade e encantamento.

Quando se dirigia a mim, confirmava sempre o “recado” com satisfação e ele ou ela abraçava-me sem acreditar no “escrito” que havia feito para eles.

Repetia-lhes que era verdade e nunca mais tinha problemas com o aluno. Sorria. Brincava.

Convivia educadamente com todos os outros e outras colegas em felicidade total e plena.

Na aula sorria e entregava-se ao “trabalho” com dedicação e empenho marcantes e, um sinal de que algo mudara na sua vida, em casa e na escola.

Acima de tudo fazia o papel de distribuidor de felicidade na minha escola, nada mais.

Só ficava feliz quando os via felizes.

E, é assim, que deve ser a escola, na minha modesta opinião, mas convictamente. Foi o que fiz, enquanto tinha forças de mostrar ao Mundo e à sociedade que têm responsabilidades comuns aos professores de implementar uma vida de ternura, encanto e educação nas escolas. Tal como eles o fazem de formas brilhantes e mágicas apelando às forças imensas que, ainda, possuem para o fazerem. E, elas custam a arranjar, sabem? Mas, fazem-no.

Eu ficaria feliz. Todos ficaríamos felizes.

Mesmo recorrendo às “mentirinhas pedagógicas” que adorava fazer, com um sorriso franco e sincero. A pensar neles e nelas.

Parabéns, Educadores do “Mundo”.

Parabéns Educandos de sonho.



Sejam todos felizes, sim?


António Pena Gil

Sunday, September 17, 2017


O 14 de Setembro!



Fora sempre o meu hotel modesto de sempre.

Higienizado ao pormenor como era dever e obrigação dos seus administradores incansáveis e simpáticos.

Era uma espécie de refúgio solitário dos meus livros. Das minhas “coisas”. Das minhas emoções mais susceptíveis ao isolamento. Entregues só a mim próprio.

Entretanto a minha vida mudara e hoje foi um lugar de sonhos familiares.

Foi uma partilha festiva e comemorativa do nosso belo 14 de Setembro inesquecível para sempre nas nossas vidas resplandecentes.

Ficava sempre ali quando viajava para aquelas paragens alucinantes e majestosas.

Quando abri a porta da varanda do quarto, o mar imenso e vasto que se “espraiava” na areia da praia deserta marcava uma presença de deslumbre e fascínio. As suas ondas calmas e de encanto chegavam alvas e espumosas, batendo nas rochas e na praia com beleza e imensidão que pareciam infinitas e sem término.

Olhando a sua vastidão de água, esta perdia-se lá longe onde nem sonhávamos onde, tal a amplitude e dimensão só pertença de alguém Divino que respeitávamos e nos proporcionavam uma beleza terna e mágica. Maravilhosa.

Os seus donos viviam uma felicidade e alegria de nos presentear com tudo o que tinham e não tinham de bom e agradável.

Eles sabiam que eu era já parte integrante da vida deles e do seu conforto que faziam com amabilidade e ternura. Parte da minha vida fora passada ali. E, eles não o esqueciam. Não podiam, em opinião deles.

Eu era como um filho que nunca tiveram.

Um menino que se fez homem agradecido para com eles. Educado. Com civismo e Cidadania como os tratava sempre.

Com o convívio da minha cara-metade nem sabiam como tratá-la, nem como agradar-lhe, tal a importância e apreço que sentiam no trato e na dedicação para com ela?

Quando ela viu o mar parecia tombar ali mesmo de maravilha e incredulidade majestosa. Nunca vira um lugar tão lindo e fantástico como aquele. Era um autêntico cenário paradisíaco. Era Divino. Era obra de Alguém extraordinário e inexistente como ser humano comum. A minha cara-metade adorou, embrenhada em si imenso. Sentiu-se bem. Muito bem. Fascinada e deliciada.

Na companhia da vastidão de água daquele mar, comemos uma lauta e fabulosa refeição em privado, com o que de melhor havia ali. Foi uma refeição de sonho. Daquelas atitudes e gestos que jamais se esquecem.

Eu adorei. Ela adorou.

Não faltou nada.

Quando viemos embora aqueles humildes seres humanos despediram-se de nós com uma gota escorrendo dos olhos.

Viramo-nos muitas vezes para trás em sinal de gratidão e agradecimento.



Fora mágico. Inesquecível e fascinante.

Obrigado, meu Deus, dissemos baixinho e murmurando só para Ele ouvir. Unicamente, Ele.

Foram dois dias de uma beleza e encanto inesquecíveis e marcantes para nós.

Quando o mar ficou para trás fiquei-lhe grato pela magia e aqueles dias de fascínio como nunca tivera na minha vida.



Uma paixão imensa apoderou-se e abraçou-nos com significação e beleza infinita dos nossos seres.

Fora Fantástico.

Fora mais um 14 de Setembro nas nossas vidas.



António Pena Gil



Sejam felizes, sim?