Wednesday, July 15, 2009

Diário de Um Professor: Apenas gosto de falar com a vida, sabem? Não! Não inventei. Constatei.



Apenas gosto de falar com a vida, sabem? Não! Não inventei. Constatei.

Sempre que entro naquela escola, nunca fico surpreendido.

É tudo “feito” de crianças ao meu olhar. Ao meu Ser. Ao meu Estar.



Crianças com ambições. Com desejos. Verdadeiros heróis da vida! Brincam!


Aprendem e dão tudo o que têm para aprender. Tudo o que neles possuem para brincar.



Vestem não para agradar, mas o que lhes dão para vestirem.

São ternos à sua maneira. Puros! De imensa ternura.

Com sentimentos transparentes que lhes vêm com sinceridade cá de dentro.



Com a garra que Deus lhes deu. A força. A inércia avassaladora que os faz mover. Agir.

De bem de dentro deles. Do seu coração e da sua Alma profundas. Autênticas. Verdadeiras. Plenas de sinceridade e encanto.



Também choram quando é preciso chorar. E, choram a vida. Expandem a sua tristeza no seu choro sentido e manifesto, mas que dissipam rapidamente de si.

Esquecem. Fazem por esquecer.



Tento percepcionar de “longe”o choro que vai neles. Omitem-no prontamente, mas eu não o consigo ignorar. É visível. Visível em mim e no que sou.

O seu riso e a sua alegria vivem-nos também. À sua maneira doce. Pertence-lhes.

Caminham com desembaraço sem aparentarem o seu sentir. Desejam viver. Ambicionam existir.



Viver e existir com a vida e com a existência. Que são suas.

E, conseguem-no. Para mim, concretizam-na. Amplamente. Sem dúvidas do seu querer franco que nada exige. Nada quer em troca. Somente desejam “Serem”.



Fazem o seu “sentir” com imensa destreza. Habilidade fantástica. Que não deseja ovação ou aplauso. São eles a “serem”.



Eu, ovaciono-os só por carregarem com pesadas mochilas. Parecem falar-lhes, em surdina. Num sussurro com o conhecimento que elas contêm. Sem medo ou pavor. São corajosos. Valentes. Sempre o foram. Todos, sem excepção.



Embora os vergue um pouco. Mas, lá vão! Sonhadores. Imbuídos no sonho de serem alguém.



A responsabilidade de todos eles torna-se bem visível e perceptível. Chegam. Em grupo! Sozinhos! Acompanhados! Aturam conselhos atrás de conselhos. Aturam regras atrás de regras.



E, eu nunca entenderei isto, acreditem?



Porque será assim?

Gosto de falar com a vida. Só e apenas.



E, não entendo…? Quem me dera entender.



Porque terá de ser sempre assim?

Interrogo-me, a mim próprio?



Será imprescindível, “erguer” um futuro mais risonho desta maneira?

Porquê?

Porquê?



E, a sua existência…? E, a sua vida…



Porquê?



Porquê?



As regras…as exigências…o silêncio…a mochila pesada…a espera de regresso a casa…o amor familiar inexistente…as suas brincadeiras inócuas…o viverem felizes…o choro compulsivo…o riso constante…a falta de compreensão…a penalização implacável nos actos…a falta de diálogo…a solidão…a fome…a miséria…acatarem tudo, tudo…a autoridade que não necessitam porque são puras…



Apenas gosto de falar com a vida, sabem?



Não! Não inventei. Constatei.

Porquê?



Pena



Tema musical: "Putt the Magic Dragon" – Autoria dos Peter, Paul e Mary Live)

(Se os desejarem escutar, mais abaixo, POR FAVOR desliguem o rádio existente aqui.

É um momento lindo. Enternecedor.)





OBRIGADO PELA VOSSA CONSTANTE AMABILIDADE E SIMPATIA.

AGRADECIDO...MUITO OBRIGADO sentido e sincero.

Se acharem justo votem no TOPBLOG.

Pena.15 de Julho.2009.Diário de Um Professor.


Thursday, July 09, 2009

As férias das Palavras ficam para quando eu”Partir”, sabem…?


(Imagem tirada da NET)


As Palavras

Respeito as Palavras.
As Palavras mexem-se. Agitam-se. Ensinam-nos.

Respiram. São dignas. São autênticas. Sentidas. Verdadeiras.
Possuem vida. Uma imensa vida própria.



Brinco com ou sem sentido com elas.
Merecem respeito. Todo o respeito. Até Ele, Omnisciente, necessitou delas.
As Palavras vivem. Podem brilhar. Sentem. Expressam Sentimentos.
Encerram gestos. Actos. Atitudes. Podem amparar lágrimas. Dor.


Exprimem coisas lindas! Esplendorosas. Arrebatadoras. Maravilhosas.

Jogo com elas um sonho por acordar.Sonhador.

Nunca, a raiva, o desespero, a incompreensão.


Quem lida com as Palavras, por bem, sente nelas o encanto e a narração de uma vida. Olha-as com Amor e, aí vai, expresso o Amor. Nada mais fácil. Porquê contar outra coisa? Não! Tentam amar. Tentam compreender. Tentam sonhar.


E, assim, nasce e vive o Amor. Vive a Compreensão. Vive o sonho.
Não! Não complico, o que já é complicado: Existir! Para quê?
Vivo no sonho. Apenas abro-me ao Mundo.

Significativamente. Penso eu. Remetido ao meu sincero sentir.
Viverei sempre no sonho.
E, nesse sonho, as palavras ajudam-me. Conquistam-me.
Esse sonho expressa Palavras ternas. Palavras doces. Palavras amigas.


Nunca dispensaria as Palavras para sonhar a vida. Fazem-me falta. Alojaram-se, em mim, há muito.
Falo com elas. Sim! Num perfeito “estar”.

Não têm uma única falta ou dispensa ao serviço de mim.

Nunca fizeram gazeta do que sou. Não o permitiria.


As férias das Palavras ficam para quando eu”Partir”, sabem…?


Agora agarro-as bem juntas ao que sou e falo.

Sabem? Com as Palavras conto histórias.


Não fazem mal. Não! Nunca ferem.
E, converso, converso. E falo...falo...
São as minhas palavras!


As Palavras são, o que eu sou!
Amo-as, com intensidade!

Invento e reinvento-as.

Crio metáforas só existentes nelas e em mim.

Nunca fui ao dicionário. Para quê? Se vivi sempre a seu lado. Lado a lado.



Só de pensar num abandono delas deixar-me-iam só.

Constantemente só.

Têm tanto a contar que ainda não contei.

Tenho a preocupação de nunca as ofender. Maltratar.

Arrasto-as sempre comigo. Sim! Bem encostadas a mim. Aconchegadas ao meu lado esquerdo?

Sim! Do coração.

É tudo...!



Pena



Pena. 09 de Julho de 2009.12h15m (Reposição)

“As férias das Palavras ficam para quando eu”Partir”, sabem…?


Espero que gostem, sensíveis e notáveis amigos (as) visitantes de sonho.

Bem-Hajam pela vossa constante amabilidade e simpatia.

Muito Obrigado.

Wednesday, July 01, 2009

O "Frenezim Ao Compasso Da Vida Que Recomeça...!



(POR FAVOR SE DESEJAREM ESCUTAR ESTA MÚSICA DESLIGUEM O RÁDIO AO LADO. OBRIGADO)
O "Frenesim" Ao Compasso Da Vida Que Recomeça!

Ninguém me exige um balanço sobre a vida. Também nunca o faria. Amo-a, sei só isso.

Qualquer balanço lógico, sensato, coerente, fica guardado no meu pensamento.


Na minha secreta interioridade. Lido com ela, com a minha interioridade com amor. Com dedicação. Com o amor e respeito sentido que abarca Pessoas que respeito, que me provocam bem-estar.
Que me auxiliam quando delas necessito. Sei que não o fazem por obrigação.


Fazem-no por amabilidade. Por amizade. Por nutrirem por mim algo que não sei se mereço.

É por isso que lhes guardo um imenso Sentir. Uma eterna dedicação. Uma Entrega incondicional.

Agarro-as com garra forte em tudo o que faço ou enceto com paixão. Construo, o meu Mundo, com aprazível sentimento e pensamento. Sei só isto. É verdadeiro. Autêntico. Sincero!

Vive e coabita comigo com ternura e carinho que me fazem falta para Ser o eu que sou, que preservo e sei que mora, acordado ou adormecido, mas com encanto e magicamente afectivo em mim.


Os amigos expressam no que sou uma gigantesca virtualidade. Amiga. Provocam-me uma indiscutível e uma bela razão para existir. Nunca abdicarei deles. Sei só isto.
A enormidade dos seus fascinantes Seres é um pouco minha também.
Desculpem, mas constato os instantes vividos.

Os momentos, com aprazível sensação.
Qualquer balanço seria desnecessário.


A vida? Essa, a vida, que me enriquece, tenho-a presente na sua imensa ilógica, complexa, perto ou distante, que nem sempre entendo. Nem sempre compreendo bem. Nem sempre deslumbro no seu imenso deslumbre.

Vive presente em mim. Faz das Pessoas um "poço" de amor que nunca conseguirei compreender, mas sei que o seu intenso cintilar belo e deslumbrante, é o meu lógico brilho que me povoa e me torna vivo.

Deus? Não sei se existe.

Mas, consta do meu pensar. Do meu amar. Do meu viver. Daqui em diante, tudo será assemelhado ao Primeiro Dia da existência. Ao Primeiro sentimento da entrega. Do diálogo que me enternece.

Que meigamente me abraça.

OBRIGADO, por existirem, AMIGOS. Digo-o com sinceridade e com toda a minha seriedade.



Obrigado vida...


Obrigado!


PENA
Pena. (Reposição). Dia 02 de Julho de 2009. "O Frenezim ao Compasso da Vida que Recomeça". 7h30m. Quarta-Feira.

DESCULPEM-ME, mas tenho de lembrar, com razões válidas:
O plágio a autores é crime punível por Lei com consequências gravosas judiciais...
Reconheceria um texto meu de imediato em qualquer lugar do Mundo. Podem não valer nada, mas para mim, são os meus "tesouros"...
DESCULPEM, nada há de convencimento ou presunção, mas tenho razões...

ATENÇÃO, POIS...
DESCULPEM-ME OS AMIGOS AUTÊNTICOS SEM QUALQUER MALDADE...
CORDIALMENTE A TODOS (AS)...

Pena

Thursday, June 25, 2009

Diário de um Professor…Revejo-me, revivo e falo dela. Sim! Da minha infância…!


Não sei, mas nunca me despeguei da minha infância.

Revejo-me, revivo e falo constantemente dela.


Sei que nunca brinquei, como uma criança. Com os seus imensos jogos, as suas brincadeiras, as suas travessuras e as suas ilusões ternas e doces.
Sempre fui demasiado sério, demasiado adulto, demasiado tímido.
As crianças não! Não “são” isto que eu fui. Podem ser introvertidas, justas, sérias, também cruéis, mas brincam jogos infinitos. De infância.


Só sei que só fazia “asneiras”. Asneiras das “grossas”. Explicadas em mim. Explicadas no meu sonho de amor à vida.

Oh, como tenho saudades das minhas asneiras das grossas…?”

Nunca as poderia fazer agora.


É verdade que “as brincadeiras/asneiras” também choram, mas o meu choro não se identifica em nada com elas.
Preenche-me o que sou, mais nada.

Talvez, seja por isso que tento “inventar” e “reinventar” o Universo Infantil de “asneiras grossas”. Sabem, quando lido com ele, com esse “Universo,” conheço-o como as palmas das minhas próprias mãos.
Vivo sorrindo ao Mundo inteiro. Isso identifica-se e assemelha-se com o que elas são.
O motivo?
Sei lá, não tenho motivos.
Sei que elas vivem sorridentes. Sempre!


Desculpem-me, sempre me vi a sorrir e, penso que isso, é bom.
As crianças sorriem. Com alegria. Com imensa alegria. Penso que isso é muito bom. Excelente!
Justifico uma vida que é a minha, com o amor que deposito em tudo o que faço.
Na abertura de sonhar, na abertura ao eterno pensar, na sinceridade pura e terna com que abraço tudo e todos. Na minha sinceridade que me afaga e sinto visível e presente em mim.
A Eterna Criança que “mora” em mim. Que “mora” em todos nós. Acredito, convictamente nisto.
Quando me olho com olhos de ver, vejo uma criança. Sim! Sorridente. Feliz. De bem com todos. De bem com o Planeta.


Como amo o adulto/infantil que sou!
Como amo os Adultos/Crianças dos meus sonhos?
Há algo que Deus fez que se rege por um sentimento infantil. Meigo. Muito meigo.
Delicioso contraste com o mal - o Bem. O Bem de uma criança.
Não consigo descortinar-lhes iniquidade. Infelicidade e, contudo, ela existe em algumas.
Tenho muita consideração e estima por elas.

Acredito que o Mundo é veradeiramente

assim.


Há sempre uma Criança em nós. No Ser Humano que é Ser Humano…
Isso, tenho a certeza. Inequívoca. Sincera. Sentida.
Seria bom que todos a aproveitassem!

Pena

Reposição…Pena.25 de Junho de 2009. 9 Horas da manhã. “Diário de um Professor…Revejo-me, revivo e falo dela. Sim! Da minha infância…!

Se assim o entenderem votem no TOPBLOG, eu ficarei grato…Imenso…! Estou a "descer" no cômputo geral de forma assustadora. Na Categoria: Comunicação, entre mil e tal blogs estou na posição: 17.

Bem-haja, Amigos(as) de sonho…OBRIGADO…!


Thursday, June 18, 2009

A Enorme Significação Do Meu Quotidiano...!


(POR FAVOR, DESLIGUEM O RÁDIO PARA OUVIR UM FABULOSO SÉRGIO GODINHO QUE NOS DÁ UM SENTIMENTO FORTE DE AFAGO E ALEGRIA DE VIDA. NOTÁVEL. OBRIGADO)


A Significação de um Quotidiano


Nunca exagerei uma conduta que pudesse preocupar-me, mas é uma verdade inabalável, preocupo-me, sabem...? Devia ou não, mas preocupo-me à minha maneira.

Não vivo de exageros.

Na minha humildade de carácter preocupo-me. Só preocupado por viver.


A vida sempre me sorri. Também não a consigo explicar.

Penso, somente, que o aborrecimento se prolonga, se propaga às outras pessoas.

Não queria que sucedesse assim.


Eu sou apenas. Só apenas!

Luto quando tenho de lutar. Apego-me quando tenho de apegar-me. Sinto quando tenho de olhar. Olho com o meu olhar quando vejo. Sinto a vida. Sinto apenas as pessoas. As suas vidas. As suas formas de carácter. Os seus sentimentos.


Por vezes, a vida rejeita-me com razão. Talvez, por não a perceber. As pessoas e eu.

Acato, preocupado. Também não sou para agradar. Apenas para preocupar.


A complexidade de existir explica-se assim. E, eu, aceito-a. Talvez, seja a melhor forma de conduzir o meu eu complexo, consciente ou inconsciente, que faz parte do que sou.


Sei que não sou nada. Um vazio optimista. Sim! Uma vazio optimista. Um vazio existencial que as pessoas comentam sem entender.


Eu também não entendo.

Por isso está correcto. Tudo, demasiado correcto. Perfeito!

Quando me abandono a mim próprio permaneço nesse eterno vazio optimista. Não que não ame? Eu amo com amor!

Quando assumo uma introspecção, sinto-me verdadeiro. Sinto-me sincero.


A vida deu-me dois filhos e eles simbolizam imagens sempre presentes. Sempre arrumadinhos em mim.


Sinto-me divagar. Por vezes, entrar em Mundos, sem pedir licença ou bater à porta do sentir e pensar das pessoas, que também são os meus Mundos. Francos. Aprazíveis, De encanto e delícia.


Sinto-me invadido por uma sensação de não ter de explicar nada.

Por que razão explico?


Porque a vida merece. As pessoas merecem. E, o amor que sinto por elas é indescritível.


Os compromissos eternos que assumi estão em mim. Nunca os omiti. Nunca os ignorei. Saltitam em mim, saltitam no que sou. Acarretam forças que me deslumbram.

Obrigado à vida. Um obrigado que não esqueço. Nunca esquecerei.

A significação do meu quotidiano está explicada. Explicada, na psicanálise que eu próprio faço de mim.



Constante! Inadiável!


Eternamente constante!


Pena

Pena. “Reposição: “A Enorme Significação Do Meu Quotidiano…!”.19 De Junho de 2009”

OBRIGADO pelo VOSSO carinho de sempre para comigo.

Bem-Haja, Amigos(as) de SEMPRE!

Sunday, June 14, 2009

“Os meus encantadores, dois filhos? Sorriem ao Mundo de Felicidade.”


(Se desejarem ouvir este "Fenómeno" da musica portuguesa, desliguem o rádio ao lado, POR FAVOR. OBRIGADO! Reparem no extraordinário e sublime poema de "suporte" ao tema musical. Lindíssimo...!)


Os meus encantadores, dois filhos? Sorriem ao Mundo de Felicidade.

O espelho de pureza da minha vida reflectiu-me sempre as imagens deles.

Um, é meigo. Imenso! O outro, é adorável. Na plenitude do seu esbelto ser!

Sorriem. De forma constante. Ao Planeta. Abraçam-no. Afagam-no. Com o seu puro “sentir”.


Sempre tentei ver-me. Rever-me. Sim! Neles. Nos seus sonhos dourados. Na sua vida. Numa existência que é deles. Na sua preciosa identidade sensível. De bem com o mundo inteiro. Creio… Sim! Seria sempre capaz de concebê-los de novo. Erguer o sonho sonhado. De os tentar perceber no meu entendimento com enorme paixão séria.


Sempre os escrevi assim. Sempre os sonhei assim.


Chorei como uma criança quando abriram os olhos para a vida. Quando, das duas vezes, os olhei e eles olharam-me. Foi como uma fabulosa história contada e recontada que nunca me farta. É linda. Que me é muito própria. Que, ainda, abraço da “leitura” de amor que lhes fiz. De imediato. Fabulosa. Fantástica. Indescritível. Também, não a compreenderiam. Teve adjectivos de ouro puro. Metáforas inexistentes porque as inventei ali. Frases Gigantes de estupefacção nunca escutadas. De incredulidade. Pela pureza e beleza de serem.


Tenho a certeza que os estudiosos e interessados da Linguística nunca as aceitariam por não entenderem, a sua criação naqueles fabulosos e ímpares instantes. Seriam um “atentado” autêntico à Língua Portuguesa. Luís de Camões, jamais me perdoaria. De certeza. Absoluta, sim!

Quando deram os primeiros sons para o exterior de si, como num sonho belo e interminável.
Qual poesia poderá expressar os meus sentimentos sobre eles?
Encontro-os sempre em mim, mesmo quando estão afastados. Mesmo distantes! Sinto-os. E, sinto-os, porque os adoro! Amo-os com um amor inexplicável, para além do mundo, para além da realidade visível.
Revejo-os em sombras alegres, adornadas de flores maravilhosas. De uma pessoalidade mágica. Plantados com o afago incansável de suor de um “jardineiro” dedicado, num “canteiro” doce de ouro. De mim. Deles, quando lhes conto com uma ternura inatingível, por ser deslumbrante de uma história inacreditável. Sensível. Que falo e escuto. Só eu, para mim. Com atenção. Com muito amor e carinho.



Não sei se o “Conto” que conto encantado, é escutado por alguém? A mim, enternece-me a fantasia com que o ouço e conto. Conto-o, para mim, um número interminável de vezes e volto a contar...SEMPRE!

O P. é terno. Inconformado com o justo e o injusto. Não se lhe escapa um só pormenor do Mundo da sua sensibilidade atenta. Juiz da causa explicativa do que o seu olhar perspicaz observa.

O T. esconde em si a alegria e o encanto do seu amor em existir, por ser fiel há ternura da aventura perpétua que o constrói.
Que dizer mais sobre os meus filhos?
Tudo vale, mas...


Entrego-os à vida, desde que a vida os reconheça, como eu me reconheço neles! Vale a pena! São filhos dela também. Filhos do Universo que lhes pertence. Filhos da minha vida que amo.


Que guardo cuidadosa e carinhosamente em tudo o que preservo suspenso no meu desejo, do que desejo de bom, no meu e no pensamento deles e por eles.
Eu sou eles. Eles são eu.
Um bem-haja pelo que são e pelo que me fazem ser!
O meigo P. O adorável T.

Os meus encantadores, dois filhos? Sorriem ao Mundo de Felicidade.

Fazem-me comover e sensibilizar, acreditem...!


Pena



Pena. “Os meus encantadores, dois filhos? Sorriem ao Mundo de Felicidade.”

Dia 14 de Junho.2009. 14h50m.


Estimados Amigos (as):

Fui insultado violentamente por um desconhecido sob uma capa de anónimo.

Sou sincero. Sou humano. Tenho razões válidas em reagir. Insistiu com os impropérios três vezes, no mesmo tom, na mesma atitude, oculto e “protegido” de uma desfaçatez e indignidade, a que não pude permanecer indiferente, logo quando mostrava as virtudes compreensivas e honestas dos meus filhos.

Pela primeira vez em três anos de existência deste blog, eu que vivo em harmonia e felicidade com os meus familiares, fui “violentado” e “agredido”, por uma pessoa sem nome ou referência que me deixou “arrasado”…

Peço desculpa a todos VÓS que vêm por bem e mereciam, não uma “mancha negra” na minha conduta e procedimento, mas que compreendam a minha atitude com comentários como os fiz.

Peço desculpa a todos…Sou humano e com princípios e valores muito meus dos quais nunca abdicarei. Mexeu com a minha interioridade, a minha pessoalidade, a minha entrega, chamou-me nomes fortíssimos de descredibilizado em relação à minha profissão de Professor que não podia ficar calado por serem muito injustos e da maior crueldade já vista.

Se o desejarem, acabo aqui e vou-me “embora” de vez. O que eu não posso, não consigo, não suporto, são gestos iníquos e atentatórios às minhas intenções, onde pretendo ser sempre correcto e esforço-me por ser imbuído da maior Cidadania e do maior civismo que defendo, contrários a estes de que fui alvo…

Triste. Imenso…

Bem-haja a Todos (as) e sempre ao dispor…

Lembrem-se que aqui todos (as) somos uma “família”…

Cordialmente…

pena




Monday, June 08, 2009

“Entre O Café E A Divagação…!”



(Se pretender ouvir um Sérgio Godinho espectacular, por favor, desliguem o rádio ao lado. OBRIGADO)
Entro no café.
A esta hora do dia repleto de rostos vazios que se entrechocam no olhar. Sem conhecimento mútuo.
As alvas paredes aconchegam-me de afecto. Parecem abraçar-me. Parecem falar.
Já os olhares são distantes. Vazios. Os gestos estereotipados de sempre. O pensamento longe dali.
Parecem descortinar um Mundo. Um Mundo que também é o meu.


Sento-me numa tosca mesa. O meu lugar aqui, parece-me preenchido. Gente que entra. Gente que sai.
É o ritual habitual de todos os dias.
As moscas vagueiam ao acaso. Poisam aqui e ali. Insuportáveis, mas presentes.
Inevitavelmente presentes. Querem persistir. “Respirar” a sua incómoda presença.


Peço um café com afabilidade. A empregada recebe a notícia com indiferença. Não era de esperar outra coisa. Vive a sua desconhecida vida. Não quer saber quem sou. E, eu estou lá. Estou a ocupar um lugar. Aconchegado ao meu pensamento. “Carregado” de sentimentos de sempre.
Mas, também não entro no jogo inconveniente da desconhecida. Ignoro-a.
Estou vivo. Vivo porque Ele me deixa viver, Está de bem comigo e pelo que sou. Também não sou uma pessoa que O incomode. Que O incomode na Sua grandiosidade.

Não sou dado a falas. “Sou”, apenas, não se esqueçam!
Há olhares de todos os géneros e feitios. Pessoas de vidas diferentes.
Sinto uma conversa aqui e outra ali. Várias conversas desinteressadas. “Enterro-me” em mim, por persistirem no ritual complexo da minha existência. São, apenas, conversas sumidas no seio do Mundo. Vivem no Mundo. Querem vivenciar o Planeta. Que os faz “agarrar” a ele. Persistem, na incompreensão do que são.

Às vezes, suscita-me a ideia de preferir as moscas. Prefiro o que sentem. São dispensáveis, mas coexistem.
Acredito na poesia. Nos instantes. Nos momentos. Nos actos.
Tudo se divulga na beleza do teu e do meu sentir. Compadece-se com o meu pensamento que trago sempre comigo.
Este nunca me deixou ao acaso. Longínquo. Indiferente. Aqui e ali. Possuo-o. Nunca o abandono. Nunca o abandonaria, nem em sonhos. Sejam reais ou irreais.
Surpreende-me, por nunca trair o que me vai cá dentro.
É a “metralha” do pensamento que me “bombardeia”. Não cessa, facilmente.
Consigo ouvir o bater cardíaco das pessoas. Ausculto seres “compostos” de vida. Descortino seres mais “descompostos”por não acreditarem nela. Sim! Na vida. Preciosa, a existência, já repararam…?
Enfim, “assimilei” o lugar onde me sento.
Tomei o café!
Digeri-o com tranquilidade e sossegadamente.
Depois?
Depois,”transportei-me” imiscuído do meu eterno sonhar, para fora dali.
“Transportei-me” em sonhos entre o café e a minha divagação constante...
Está bem assim…?

Pena

Pena. 08 de Junho.2009. Segunda-Feira.10horas. “Entre O Café E A Divagação…!”
Amigos (as):