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Campanha do Agasalho 2009

Sunday, June 29, 2008

Transporto Inúmeras Pessoas Na Cabeça Dedicadas Com O Verbo Amar...!!!

Transporto inúmeras pessoas na cabeça dedicadas com o verbo AMAR.
Em mim, prevalece esse verbo de uma imensa significação. Levo-o nas ideias de um lado para o outro. Sempre fiel comigo: o verbo AMAR!
Não é que seja difícil observá-lo, mas pesa muito. Imenso.
Meto-o numa mochila, o verbo. Sigo ao acaso. Penso. Sim! Enquanto enceto o trajecto do mundo.
Esse verbo exige. Aflige como distribui-lo, o verbo?
Quando lanço o olhar para mim. Amar, está lá. Espreita da mochila sem pestanejar. É preciso conjugá-lo bem. Sim! Em todas as suas conjugações. Em todas as formas pessoais. Tem muito valor e muita paixão. Surpreendentes! Significadamente perfeitas. Sem dúvidas.
Socorre ao libertar-se. Ao distribuir as ideias. No pensamento e no sentimento.
Para onde levas isso?-dizem-me. Respondo, se calhar, talvez,não faça a distruição de forma correcta?
Nunca fui um bom distribuidor.
Apenas, sou um sonhador.
Nunca soube lidar com este tipo de verbos. Faço o meu melhor.
Empenho-me. Vou à “luta”. Interesso-me por ele.
Talvez, outros o consigam.
Melhor que a minha interioridade que o possui no que é.
Sim! Na sua essência. Imensa pureza. Deslumbre.
Até intimidade.
Sou construído desse verbo. Como? Sei lá. É uma pergunta difícil.
Um silêncio abateu-se sobre mim.
Sei que transporto inúmeras pessoas na cabeça.
O verbo soltou-se da mochila.
É precioso. Uma relíquia de ser “estudada”.
Comporta imensos Mundos. O meu Mundo também.
O resto?
Não me perguntem? Não seria capaz de responder.
É tão difícil.
Apenas, por amar este delicioso verbo!
Uma mensagem:
Este verbo é a expressão da amizade para com todas as pessoas que tudo fazem para me entender.
Bem-Hajam!
O resto? Desculpem-me, mas pertence à minha intimidade. Só minha!
Com carinho por todos os que me visitam e não visitam. OBRIGADO sentido e sincero!
Pena. Dia 29 de Junho de 2008.

Wednesday, June 25, 2008

Um Sonho Infantil Inexistente Por Ser Justo...! Quanta Inverdade Justa Nele Contido!

AVISO: (Qualquer semelhança desta história, com a realidade narrada é pura coincidência fruto do acaso da vida)
(Se os factos descritos se assemelham a alguém em especial, desculpem! Repito: É pura coincidência que me isenta de qualquer responsabilidade pela liberdade de escrita que me é concedida num País Democrático onde ela existe. OBRIGADO!)

X sorria sempre ao Mundo. Encantado pela vida. Pela sua magia de jovem que irradiava e cintilava ternura e encanto em tudo o que fazia.
O brilho do seu olhar era puro. Sincero. Doce. Aberto. Transmitia ternamente da sua maravilhosa interioridade doce, bem-estar e harmonia à sua volta. Sentia em si algo que pulsava mais intenso de afirmar uma dignidade. Um carácter na entrega ao mundo.

Um Ser Humano puro e fantástico em corpo pequeno e frágil que a Natureza linda de Deus criou. Dotado de uma inteligência invulgar para a sua tenra idade, em breve, atingiu as mais altas classificações escolares de mérito.

Entrara para Quadro de Excelência da escola longínquua e inexistente que o faziam sonhar.
Um sonho que lhe pertencia e pertencia a todos os que conviviam com o seu encanto. O seu Brio. A sua entrega ao Mundo. À vida. Às pessoas. Aos amigos e colegas. A sua entrega a todos. Pela simpatia e beleza que jorrava do seu fascinante e ímpar Ser.
Frequentava essa sonhada escola como poderia frequentar, com delícia, outra.

Inexistente ou real, mas que fazia parte dos seus sonhos de petiz, mas gigante na bravura do seu Ser imenso de ternura para com todos.
Tudo corria perfeito, para o diligente e deslumbrante X.
K admirava-o. Pelo respeito. Pela sensatez. Pelo brio dos seus actos. Pela “Luz” Enorme que reflectia o seu olhar em relação a tudo.
Ninguém pensava, sentia ou imaginava sequer, que uma doença iria acontecer.
Aconteceu! Sim!
Impensável. De forma imprevisível! De forma inimaginável para quem lidava de perto com ele e conhecia bem.
X começou a deixar de frequentar a escola sonhada em sonhos puros.
K , Professor seu e todos os outros seus admiráveis alunos ficaram incrédulos.
Demasiado "próximos". Mesmo muito.
Manifestaram o seu total sentimento de solidariedade.
Ajuda. Incentivo. Apoio.
Expressavam a sua dor pela ausência sentida de X. Com tudo o que podiam e não podiam.
Visitavam-no. Faziam-lhe poemas.
Afirmavam-se em pensamentos bons. Profundos. Sensatos.
Revelavam a sua solidariedade por um regresso rápido. Necessário. Urgente.
Estava em causa o sucesso escolar de X, naquela maravilhosa e encantadora escola.
Sonhada e inexistente nos seus sonhos.
X, a muito custo ia aparecendo ali. Uma vez. Outra vez.
Sempre que o fazia ver, valer. Constatar o seu valor imenso e gigantesco.
O seu Professor K e todos os simpáticos Professores Ks da turma, que frequentava em sonhos, reviraram-na. Puseram-na “ao avesso”. Desencantaram leis. Reviram decretos.

Exploraram fórmulas legisladas ou por legislar. Assumindo uma justa vontade e querer de o avaliar. Como era justo. Como era mais que merecido.
A doença não era muito grave.
Era apenas fruto de sonhos pessoais em que a escola não "entrava". Não "fazia" parte.
Não que X desgostasse dela. Apenas, no momento não a sonhava como necessária.
Havia outras coisas em que pensar. Mais interessantes. Mais dignas de atenção.
Descansem os possíveis e simpáticos leitores. Das suas preocupações e pensamentos mais péssimistas.
Não! X estava bem! Completamente bem, descansem!
Hoje, fez-se justiça, naquela escola inexistente e sonhada!
O Sucesso Escolar foi conseguido.
Caiu um poderoso silêncio de paz, sossego e bem-estar em todos.
Na escola também!
K apenas sorriu.
Acordou do sonho.
Fora a sua maior “vitória” sonhada de toda a sua carreira como professor!
Em sonhos fez-se uma justiça.
X, sonhando, agradeceu, comovido.
Aquele K , apenas sorriu de novo e caiu num sonho profundo!
Intenso! De bem com o Mundo. De bem com aquele Universo Infantil imenso, precioso e puro.
Havia-se feito uma justa justiça.
Jamais impensável.
Havia-a conseguido.
Adormeceu, sem pensar mais.
Havia conseguido o inimaginável. Aconteceu.
Descansou feliz.

(Repito: Esta História sonhada e irreal foi imaginada. Nada tem a ver ver com a realidade. Tudo o que parecer coincidente com a realidade é mera coincidência).
Pena. 2008-06-24 (“Sonhando”, apenas! Uma História Irreal de Vida!)

Saturday, June 21, 2008

O Ritual De Pacatez Dos Momentos Harmoniosos Da Minha Existência!

O Ritual De Pacatez dos Momentos Harmoniosos da minha Existência!

Contrariando os instantes belos do descanso, de que necessito e a que me entrego para o meu bem-estar pessoal, hoje ergui-me do leito muito cedo.
A semi-madrugada envolveu-me. Com um sentir incrédulo de maravilhar.
Todos estavam embalados no sono. Viviam nele. Embalavam o descanso ternamente. Recolhidos nele. Com Amizade ao sono. Agradecendo-lhe generosamente a sua dádiva maravilhosa que podiam usufruír!
Olhei-os. Só de olhá-los embalados no sono, estarreceram-me de encanto..
O Astro-Rei dormia ainda. Recolhido em si e no poder de comando enorme da inércia de Deus.
Envolveu-me um sentimento aprazível, prazenteiro, que desejo que me habite constantemente. De uma força poderosa incrívelmente linda. Gigante!
Afinal, a simbologia da madrugada assinalava e demarcava o ciclo normal da vida. Nada mais.
Olhei demoradamente tudo. Tinha-se instalado um silêncio convidativo. Um instante belo e ambicionado, seguido de instantes decorados com a pacatez dos momentos harmoniosos, sentidos e sinceros. De pureza e incrível beleza.
O alvorecer ia-se definindo no “horizonte” de mim e do Universo.
No lugar onde estou existe uma semi-obscuridade propositada que foi decorada com carinho, para ser digna e perfeita.
O meu sentido carinho imperfeito, entenda-se!
Vivia do seu deslumbre instalado. Tamanha a agradabilidade do que vejo e sinto. Sentida e observada em mim e no que sou.
Podia apreciá-la calmamente. Gigante no silêncio. Convidativa ao nada que sou.
Relembrei o Mundo na “A Montanha Mágica” de Thomas Mann. Não sei porquê? Também não tenho de explicar.
Será que algum dia de vida necessitarei de me mudar para lá?
Para aquele livro e lugar tão poderosos, mas tão absurdos de conceber ou imaginar?
Preciso de pensar em alguma coisa. Urge em mim.
À minha frente, bem posicionada, uma tela partilhada na sua concepção por mãos de ouro. Fazia-me relembrar a inocência da expressão artística de “Miró”, digna de ser apreciada.
Talvez, as obras ímpares de beleza e talento daquele pintor/Ser surrealista Catalão.
Talvez, uma delas. “O Jardim de Miró” ou a admirável e bela obra“A Pedra Filosofal”.
Quem saberá?
Como a vi no Museu do Prado em Madrid. Injénua. Doce, por parecer fácil.
Desta vez, foi pincelada pelas mãos carinhosas dos meus dois filhos. Partilhada ternamente. Perfeita. Que mais podia ver? Nada senão um maravilhoso sentimento pelo que significa. Encanta-me imenso observá-la atentamente. Um encanto injénuo no seu imenso valor. Fantástico pela simplicidade. Pela ternura de mãos hábeis que contornam obstáculos e desencantos incrédulos com o seu imenso e poderoso Estar.
Explico-a pelo empenho de imensa ternura dos meus doces pintores de enternecer. Sim! Os dois! Dedicados a mim.
Na partilha encantada dos seus sentimentos e pensamentos que são pertença deles. Únicos. Ímpares. Por serem só deles.
Vivem e sentem como eu. Daí a similitude fantástica. Que amo. Que adoro! Que nem sequer consigo explicar por ser imensa?
Não! Não me esqueci de mim? Do que sou?
Sou um quadro há muito pintado. Visto. Revisto.
Talvez um dia eles expliquem o meu sentir? Por o entenderem. Por o compreenderem.
Por me conhecerem demasiado bem.
Por o sentirem em si sem dúvidas ao que faço sem perfeição.
Um conhecimento que me enche de alegria por eles o conhecerem. Bem de mais!
Também entreguei-lhes tudo o que possuo. A minha vida dedicada a eles, por inteiro. O meu inconfundível, presente e inequívoco amor.
Quando expresso o que sinto perpassa por mim um ritual pacato dos momentos harmoniosos da minha existência.
Bem-Hajas, VIDA! OBRIGADO sentido e sincero!
Cada dia que passa construo um momennto indefinível que comporta a minha existência.
Cada vez mais a albergo. Deslumbra-me de morar nela, na vida.
Estimo-a com fervor e dedicação.
Agarro-a com garra forte por me justificar e justificar os meus.
Guardo-a ternamente em mim, agradecido ao Mundo. Agradecido a todos.
Reconhecido pela relíquia preciosa que define o sentir do Mundo inteiro.
O meu Ser sincero.
O meu Amor real que habita na irrealidade de mim!
Nunca me arrependi do que penso sobre ela.
Eu respeito tanto a vida. A vida que sou.
A vida que me concederam.
Como sou feliz em viver, acreditem?
Pena.Junho.2008. 21 de Junho. “Belos e Inesquecíveis Momentos de Vida”

Sunday, June 15, 2008

O Mundo Fascinante Do Meu Tio Pedro, Piloto De Caças De Guerra!

O Mundo Fascinante Do Meu Tio Pedro, Piloto De Caças De Guerra!

O meu Tio Pedro era uma pessoa boa. Possuía um coração precioso de ouro. Sim! Um Ser Humano fantástico!
Muito cedo, enveredou pela carreira militar.
Cedo, entrou no Colégio dos “Pupilos do Exército” e prosseguiu os altos estudos militares nessa Instituição. Com apenas 23 anos de idade, já era Major da Força Aérea.
Em breve altura da sua vida tornou-se piloto de caças de guerra. Construiu a sua vida abraçando os céus. Fê-lo com integridade de valores e princípios amando o mundo das pessoas de bem lá do alto. Das alturas. Agarrando um sonho de pureza e beleza que eram pertenças suas.
Voando e conquistando os sonhos casou duas vezes na U.S.A.
Fê-lo com excentricidade. Uma semana para uma, outra semana para a outra. Durara cada matrimónio uma semana. Uma semana somente, seguidas uma a outra. Não lhe agradavam, sussurrou-me amavelmente ao ouvido porque era amável. Nunca o vi sem um sorriso instalado no rosto e sem a sua poderosa simpatia e alegria presentes que se propagava a todos nós.
Admirava-o!
Deu uma volta ao mundo, sempre segurando o seu amor: O seu caça F14 e o seu sonho incrível de ternura e sensatez perante uma injusta guerra, de então, que a sua ingenuidade não compreendia: as guerras coloniais portuguesas!
Uma vez, sobrevoando os céus de Las Palmas em Espanha, teve um grave acidente. Más informações da torre de controle do aeroporto fê-lo cair desastrosamente no mar alto e o seu avião partiu-se em pedaços, mas sem se afundar por completo nas suas águas profundas.
A notícia do acidente correu Mundo e o meu avô, não resistindo à sua dor faleceu, transformando a minha família num sentimento de grande dor e sofrimento. Era-nos muito querido, o meu Tio Pedro.
No entanto, meio moribundo, pescadores espanhóis resgataram-no e transportaram-no para o Hospital local.
Recordou-me que passou 12 horas agarrado à asa do avião sinistrado, cantando, rezando, lembrando colegas e familiares, tempos de juventude inesquecíveis por serem preciosos cada vez que as águas geladas do imenso Atlântico o faziam ir ao fundo. Tinha uma força de viver poderosa e incrível.
Mas, voltando ao Hospital.
Levaram-no para a morgue.
Nun ímpeto de sobrevivência poderosa deu uma estalo enorme com a sua mão robusta numa enfermeira que não ganhou para o seu susto.
Estremeceu. Aquele militar estava vivo.
De imediato, o operaram e o mantiveram neste Mundo.
Foi levado para Portugal. Para o seio da família que tanto amava.
Perderia aqui imenso tempo a contar histórias fascinantes de uma vida, a sua vida, que me contou e me encantaram. Pertencem à eternidade, por serem demasiado belas. De um Ser incompáravel e deslumbrante.
Era afável. Doce. Amável. Sincero.
E, possuia uma qualidade muito significativa: Amava o Mundo e Amava as pessoas!
Já faleceu, mas até na morte foi repleto de dignidade. De carácter. De Ser Humano fabuloso e digno da minha admiração e de todos os que conviviam e partilhavam dos seus intermináveis encantos e beleza.
Bem – Haja, Tio Pedro.
Jamais o esquecerei, pode crer?
Onde quer que esteja, permanecerá sempre na minha memória pela sua maravilha de ser e pelo encanto que foi.
Lembrá-lo-ei SEMPRE, ser ímpar de tenacidade, luta e incrédulo sentir.
Sabe, inesquecível Tio Pedro, o seu nome será eternizado no meu filho mais novo. Dei-lhe o seu nome que me custa repetir pela emoção: PEDRO!
OBRIGADO pelo que foi! Não o esquecerei: NUNCA!
Pena.junho.2008. "O Fascínio do Meu Tio Pedro"
Uma Homenagem ao seu nome e à sua vida de encanto!

Thursday, June 12, 2008

Durmo Sempre Com A Minha Maravilhosa Cidade Agarrada Ao Peito!

Durmo Sempre Com A Minha Maravilhosa Cidade Agarrada Ao Peito!
Penso. Penso muito.
Agarro o meu pensar com toda a força que tenho. Jamais desistiria dele.
Sente “coisas” que me definem. Existem. Filtro sempre o que sinto gostar de pensar.
Sim! Com dedicação. Até amor. Até delicia. Até pensamentos inabordáveis, mas que penso e sinto.
Pela madrugada, assisto sempre ao seu procedimento de se virar para mim e me explicar.
Me fala de interioridades sentidas de que gosto. Que ternamente me explica o que estou a fazer. A construir. A edificar, cimentando a alegria. A tristeza. O encanto. O desencanto.
Vivo nele e ele em mim.
Hoje, tive um sonho. Sonho constantemente.
Vi o olhar da minha cidade feita de pessoas que amo e trago no coração. Agarradas ao meu peito.
Pensei que os sonhos não são assim.
Se se sonha, não é com cidades. Não se sonha por sonhar. Ao acaso.
As cidades não se sonham. É indelicado sonhar com elas.
Quase que tenho a certeza que nunca ninguém sonhou sonhos assim? Ou não?
Arregalei bem os olhos para mim. Esperei por explicações que se demoravam a explicarem-se. Tu pensas cada coisa?
Vi de alto, voando num avião imaginário do pensamento aquelas ruelas e ruas encantadoras.
Vi os seus Monumentos de monumental encanto e delícia.
Senti a força magnífica de simbologia das torres das igrejas. Os seus sinos. A magia deslumbrante e terna dos seus restaurantes e cafés.
O majestoso rio serpenteando pelas suas intermináveis colinas.
A poderoso afirmação das suas escolas.
A sensatez brilhante e magnífica dos seus edifícios imponentes.
O brilho cintilante e mágico das suas adoráveis gentes.
Pensei agora, como amava todas aquelas pessoas e todas aquelas “peças de Arte” visíveis lá do alto.
Como adoro viver aqui.
Sim! Onde vivo.
Onde“carrrego” sempre aquela enormidade humana sempre comigo.
Aquela insenibilidade sensível feita de cimento, mas maravilhosa e que possui uma História para contar, também.
E, posso afirmar, que V. R. Sonho-a agarrada ao meu peito.
Bem-Hajas V.R.!
Aqui nasci. Aqui cresci. Aqui senti. Aqui amei.
Aqui tenho os meus que amo.
Orgulho-me de a ter sonhado, acreditem?
E, sabem porquê?
Ninguém, mas ninguém, sonha com cidades.
Eu sonhei com a minha.
A minha cidade de V.R.!
Linda. Terna. Sensível. Maravilhosa!
Jamais a poderia deixar entregue ao acaso da vida.
É demasiado significativa para mim.

Pena. Junho de 2008. “Sonhei com a minha cidade!”

Saturday, June 07, 2008

A Geração De Que Me Orgulho. Uma Geração De Ouro...!!!

A Geração De Que Me Orgulho. Uma Geração De Ouro...!!!

Hoje, levantei-me muito cedo. Todos dormiam ainda.
Olhei demoradamente para os anos que decorreram atrás.
Olhei através da ampla vidraça da janela da vida que me separa do Mundo e deliciei-me.
Vi a minha Geração tão perto e tão longe: Uma Geração de Ouro, sem dúvida.
Folhei as memórias de uma existência. Lá estavam todos aqueles que definiram um Estar.
Franz Kafka era um absurdo. Sartre vivia em mim. Albert Camus estava ao seu lado, imparável no mesmo sentir. Compenetrado na sua importância.
Os Clássicos portugueses lidos pelo sentimento: “Os Maias” de Eça de Queirós.
“Hamelet” de Shakespeare com surpresa. “L´Être et Le Neant”, incompáravel.
A poesia inconformada e os seus poetas. Rebelde. Controversa. Bela!
“Les Fleurs du Mal” de Beaudelaire. Sim ! O poeta maldito, mas que expressava poemas de revolta com a seriedade que lhe vinha e fazia pensar, bem no seu interior fantástico.
André Breton do Surrealista Ser.
Senti-me renascer. Vi como formávamos um Mundo Juvenil à parte.
Tínhamos tempo para fazer tudo que não tivesse sido já feito.
Os homens e mulheres apostavam na música. “The Beatles” apenas pelo impacto na música rock. Uma referência para os grupos que lhe seguiriam.
Era e foi uma geração incontestavelmente brilhante. Uma geração de ouro!
Não! Éramos muito responsáveis. A controversa atitude. Parávamos e pensávamos. A vida era feita para isso.
Woodstock e o nudismo. A música. A inglória Guerra do Vietnam!
A Ditadura vingava na ideologia incaracterística.Sem sabermos claramente do que se tratava. Gritávamos sem saber o impacto contra o Fascismo existente sorrindo ao Mundo na nossa doce injenuidade.
Hoje, penso que passei por tudo isto. Tínhamos um sentimento que vivia no pensar. Sem perder tempo. Sem o demorar na paragem de coisas mesquinhas e fúteis.
Dançávamos com tudo isto ao lado, numa atitude brilhante. De dignidade. De afirmação de um carácter. De defesa de valores e princípios sérios. Incontestavelmente bons.
Quando olho para trás, apetece-me emitir um sorriso de aprazível satisfação. Delícia. Encanto.
Lá estavam os homens e mulheres/jovens de um querer imenso. Pleno na afirmação.
Plenos na significação útil que pensava.
Que abria as portas e janelas do seu Mundo, direccionado ao Mundo.
Tempos que jamais esqueço ou esquecerei.
Fizeram instantes únicos. Ímpares de alegria. Instalaram-se em mim. No que sou. Que incontestavelmente vivi e amei.
E, abro-os ao Mundo. Com a convicção sentida e sincera.
Com o orgulho de ter feito o que fiz. Recordo-a, a vida.
Permanece e permanecerá sempre nas memórias de um tempo inesquecível.
Do que fui. Do que senti. Do que não perdi.
Era uma Geração de ouro. Orgulho-me dela. De fazer parte dela.
De viver e sonhar com ela.
Jamais deixará de ser a minha encantada geração.
Ao recordar, sinto-a. Gosto dela. Abraço-a ternamente.
Com a força de uma magia que jamais esqueci.
Era bela. Perfeita!
Vivi-a num encanto doce que me marcou.
Profundamente.
Permanece presente. Visível.
Repleta de Felicidade e afirmação em mim!
Pena. Junho.2008 "Uma Geração de Ouro. A Minha Geração...!!!"

Wednesday, June 04, 2008

Sinto Que Sou A Minha Eterna Sinceridade...!!!

Habito uma sinceridade. Séria. Profunda.
Comporta um Humanismo enorme. Tudo o que exijo. Tudo o que penso.
Olho. Escuto. Vejo. Tremo. Transpiro. Existo. Sou.
Amo! Sou Amigo.
Luto com toda a força e determinação lúcidas pelas ideias que possuo vagueando em mim.
Há muito? Visualizo-a em mim, sim! Há muito!
Na escuridão das noites encantadas que, para mim, vivem e existem.
Fluem ao ritmo da vida.
São demasiado claras. Alvas. Magníficas.
Tal, como a sinto ao alvorecer.
Um perpétuo encantamento. Doce. Majestoso. Sóbrio.
Atento. Muito atento.
Não! Não sou um livro. Penso ser um conjunto interminável deles.
Por vezes, não os entendo.
Livros abertos decorados pela sensatez das pessoas. Possuo-as em mim na doçura do seu existir.
Não! Não são uma "exclusividade" inclusiva de pessoas. Nunca tal perpassou por mim.
Sei ver que não caio facilmente no seu acreditar.
Também nada faço para o evitar.
Vivo uma simpatia, mas não para toda a gente.
Também não são para simpatizar. Fico indiferente. Absorto. Introspectivo.
Habitando o meu ser. Só. Chega!
Nem podia pensar ser agradável com todo o Mundo..
As pessoas vivem no meu respeito sério. Na minha sentida e eterna estima.
São a "sua exclusividade". Pura. Conhecem-me, apenas.
Sabem encantar. Deslumbrar. Estremecer o meu "eu psicanalítico" que não sinto.
Caiu um sossego enorme onde escrevo e onde desliza o meu estar.
Noite. Dia. Adentro.
Sou e serei uma perpétua página que não merece ser escrita.
Desenhada. Esboçada. Viva. Presente.
Talvez, porque o sonho me preenche. O meu exclusivo Eu.
Sempre escreveu. Sempre foi sincero. Sempre respeitou.
Nunca o entenderia de outra maneira.
Oxalá não o pudesse escrever. Nunca!
Quanta realidade coabita sem mim. Se pudesse ser irreal?

Se pudesse abraçar o que sou.
Oh, meu Deus. O que contaria ele, o sonho...!!!
Sim! A realidade confunde-me. "Transporta" e "carrega" pessoas. Inúmeras.
Sinto-as.
Sinto que sou a minha eterna sinceridade.
O que sempre fui.
Que mais poderia ser?
A minha sinceridade descansada. Sossegada. Calma. Pacata.
Talvez, por amar a sinceridade. Com fervor. De forma intensa.
Que faria eu sem ela?
Creio que me desconheceria, com sinceridade!



(Esta melodia foi me oferecida pela minha aluna J. O meu MUITO OBRIGADO sentido. És um deslumbrante Ser Humano Fantástico! Está bem?)

Dedico-a a todos os que me visitam. Pela sua pureza e beleza. É SINCERA, acreditem?

Pena. Junho de 2008

Friday, May 30, 2008

Sei Que Tenho Uma Alma Algures! Encontrem-ma, POR FAVOR!

Encontrem a minha Alma. Por favor!
Ontem foi um dia, dos muitos que se expandem nas semanas e nos anos da minha existência.
Aguardei por ontem. Não aconteceu nada, de que eu não consigo recordar.
Talvez e só, uma lembrança. Gestos. Sorrisos.
Saudade de um tempo que passou ao ritmo da vida.
Surgiu apenas o "concerto" da minha sede de viver.
Revi tudo. Mas, tudo mesmo.
A "música" nas palavras desses lindos Seres, que me fizeram renascer, por ser eternamente bela. Por ser uma deliciosa e terna sonata ao cair doce da noite. Sentida. De afável sentir. De explendoroso Estar. De sóbrio e sensato Ser.
Um "concerto" belo! Uma melodia doce e terna adornada de carácter sensível.
Não! Não fiz nada. Não contribuí com nada, por ser tudo do nada que expresso.
Sinto-me incómodo, mas feliz, só de me ter.
Sou uma preocupação de Felicidade que não explico. Nem o admitia, nunca!
Tento explicar a alegria em mim porque sou eu que desejo com fervor explicar-me. Sem dúvidas. Com sinceridade. Com modos amáveis. Com todo o fervor que deposito em mim.
Amo as pessoas que me querem bem. Inequívoco e autêntico, o meu sentimento sincero.
Creio que não posso com a maldade. Apetece-me responder-lhes, sem ser muito urgente ou necessário em mim fazê-lo de forma imediata. Sei aguardar. Esperar, pacientemente.
Batem na capa da minha indiferença, em tudo o que construi carinhosamente. Com força e querer.
Não consigo entender a maldade. Nunca pude com ela, quando surge.
Amo o Mundo por ser decorada por gente formidável. Gente incrédula para comigo. Para o que sou.
Que respeito sempre. De outro modo não o conseguiria admitir.
Tudo o mais esqueço embuído de incredulidade por não me lembrar.
Por ter de explicar o que não consigo. E, tenho tanta coisa.
Devo-a a mim. Aos outros. Ao Universo que faz parte do que sou.
À lembrança que possuo uma pequena Alma dentro de mim.
É ponto assente, não a desejo divulgar. Não o conseguiria, de certeza.
Tirando isso, sou a Alma.
Essa contorna obstáculos. Transpõe barreiras. Ultrapassa limites.
Faz sonhar!
Sabem, o sonho nunca me abandonou. E, eu tento preservá-lo.
Sem ele, sentir-me-ia ao acaso de mim. Desorientado.
Com a posse do desencanto. Sem a garra de existir.
E, a Alma?Sei lá o que é a minha Alma?
É minha, adoro-a.
Basta essa realidade, que não sei se é real.
Nunca a vi, porque não é visível, mas sei que a tenho.Sensível.
Encoberta por um rasgo de gente que sei que gosta de mim.
Sei que transporta sonhos fantásticos, emoções, pensamentos que vivem na sinceridade e na verdade porque habitam e vagueiam na alegria de existir.
Sou sincero: Nunca vi a Alma! A minha Alma!
Todos os dias sonho vê-la. Conhecê-la. Abraçá-la. Compreendê-la.
Será que me vai dar uma oportunidade?
De a sentir! De a tocar!
Duvido, sinceramente e peremptoriamente.
Se calhar, nunca a verei com a nitidez que ela me merece.
Que traduz uma vida.
É, por isso, que o diário optimista de mim ontem, foi tão significativo.
Aturo-me. E. há pessoas que me aturam. Aturam-me no valor com que me explicam.
Até nos devaneios. Nas palavras que escrevo.Nos eternos gestos do sentimento, das emoções.
Será que vão ter me aturar até Àquele Dia final?
Não sei.
A esses, um Bem-Hajam!
São tudo para mim.
Nesses, acredito fielmente, sem equívocos.
Ainda, há pessoas que sentem como eu.
Habitam a sua Alma que não é igual à minha. Assemelha-se. Muito!
As Almas das pessoas não devem ser todas iguais.
O Diário de Ontem ficou por escrever.
Ficou por escrever no nada, do tudo que julgo transportar com carinho e dedicação.
Afinal, são tudo palavras. Simples. Sinceras. Verdadeiras.
Penso que aqui ficou muito para explicar.
Amanhã ou nunca? Pode ser.
Até lá, encontrem-me a minha Alma. Por favor!
Ela existe!
É um favor que me fazem.
Pena. "Sexta-Feira que se seguiu a uma Quinta-Feira". Julho. 2007
(Dedico este texto com uma intencionalidade sincera e carinhosa, à minha amiga: "Sol da Meia Noite", pela sua enorme sensibilidade e extraordinário sentir. Um Bem-Haja por ser como é, amiga.)
A todos os que, fazem o favor de me visitar com delícia e encanto, o meu Sincero e Sentido MUITO OBRIGADO. Guardá-los-ei para sempre, acreditem? "Preenchem-me"! Por completo!

Monday, May 26, 2008

Conheço-me. Sou Apenas Uma Pessoa Bem Real!

Sou uma Pessoa.
Tenho pretensões a Educador.Porquê?
Não sei explicar e, por isso, prefiro silenciar-me.
Não! Não sou psicólogo. Nem sei se a maravilhosa Psicologia existe!
Sim! Confesso, mesmo na dúvida, era um sonho meu.
Sempre o foi, mesmo sabendo-a inexistente ao meu olhar.
Não sei ler nos olhos as crianças que me ouvem. Sei que as respeito imenso.
É tudo!
Talvez, isto seja pura Psicologia que não existe, mas Psicologia.
Perturbam-me se lhes descortino algum sofrimento. Alguma dor.
Quando as olho, sorrio por não as entender e respeitar tanto.
Como dádivas. Como preciosidades valiosas. Como tesouros em que não se podem tocar.
Têm o seu maravilhoso e peculiar geito de Ser.
São frágeis. Muito! Podem "quebrar-se". É preciso ser cuidadoso porque vivem dentro de um sonho. O sonho como todos os sonhos pode "quebrar-se".
"Desmoronar-se". E, depois, como poderemos encontrar o futuro?
Apetece-me apenas dizer que o Mundo, o Mundo delas, foi construído para ser bom e belo.
Lido com ele, com o seu Mundo encantado, no meu dia-a-dia.
Apetece-me dizer somente, que a vida, a vida delas, merece uma vénia sentida.
Profunda! De imensa significação pelo que são.
Apetece-me que me expliquem porque não compreendo porque, às vezes, choram e fazem chorar.
De Alegria? De tristeza? De felicidade? De desencanto?
Não sei. Não entendo e, creio, que nunca entenderei?
Apenas gostava de saber. Apenas saber o que a minha interioridade sentimental me pergunta.
Nunca teria inquirido se não fosse o meu eu a questionar-me. Respeito-o. Não por ser "propriedade" só minha e, não é, exclusividade só minha, mas exclusividade do Mundo inteiro.
O Mundo que Deus criou e, não sei se acredito em Deus, foi construído para ser deslumbrante e acolhedor para as crianças.
Será assim o "Mundo" delas?"Inquebrável", por ser puro e belo. Não sei inventar! Nunca pude com injustiças.
São puras, transparentes e sinceras no que pensam, no que dizem, no que ouviram dizer e contar.
O mundo não pára. Avança no tempo.
E, eu não compreendo.
Não compreendo porque não sei nada. Nada mesmo.
Escuto-as apenas. Tento entendê-las apenas.
Entender o que sou.
Nunca esqueci um aluno na minha vida. Isso, é uma realidade.
Perguntem-lhes?
Guardo-os "inquebráveis".
Ai, de quem os "partam" e ao sonho em que "moram" e "habitam" felizes?
Não acredito na insensibilidade. Na brutalidade. Na violência contra os seus "vidros" frágeis e inseguros.
Sim! Podem "partirem-se".Porquê?
Não sei. Apenas vejo as "coisas" assim. Deste modo.
Estão sempre presentes. Apenas sei isso.
Não sei "comandar" vidas!
Não me peçam para explicar porque sou assim?
Não saberia responder.Não sei nada.Mesmo nada!
Sei apenas que há atitudes, gestos, momentos dedicados que me tornam dedicado.
Respeitador. Sincero.
E, se se "partem"? E se se "quebram?"
Elas "pertencem-me", sem me "pertencerem".
Talvez, sejam "pertença" do Mundo. De ninguém ou só delas.
Sou apenas uma pessoa!
Respeitadora. Simples. Sincera, no que quero, ambiciono e desejo.
Conheço-me. Mas, POR FAVOR, não me perguntem porque me conheço ou quem sou?
Sou apenas uma pessoa bem real que se conhece.
Apenas...!!!
Pena. Maio. 2008 "Conheço-me!"
Este texto é dedicado a todos os meus alunos. "Inquebráveis"! Sim! Do início ao fim.
Dedico-o também a todos as pessoas que sentem algo pela Educação e Formação dos jovens de hoje.
E, por fim, a todos os que com carinho e dedicação me visitam e deixam uma preciosa apreciação ao que faço e sinto. A todos, um enorme Bem-Haja de gratidão sincera e sentida.
MUITO OBRIGADO!

Thursday, May 22, 2008

Visto Heterónimos Sobre Heterónimos De Mim!!!

Toco com leveza as ideias. Toco o pensamento. Sim! O meu, que outro poderia ser?
Só estou aqui eu. Carregado de pessoas. Imensas!
Ocorre-me muita coisa. Abro o meu Mundo ao Mundo.
Feito e composto por pessoas.
A noite invadiu o meu Ser.
Olho à minha volta. Tudo vive
a pacatez do momento.
O meu filho mais novo chama-me. Isto é muito importante.
Acorro. Penso. Sinto.
Uma infindável de sensações ocorre-me.
O que irá no meu pensamento? Na pacatez do momento? O que irá no pensamento das pessoas no instante feito de instantes?
Ainda dormem. Descansam o seu lindo sentir. Adormecem-no. Embalam-no!
Ele, o meu filho mais novo representa um Universo que possuo no coração.
O mais velho também, embora sinta o seu mundo à parte, metido na juventude do que é e sente.
Ambos, conquistaram o meu Eu, há muito.
Presentei-os sempre com um afago, como afago tudo. Não costumam ter insónias.
Ele chamou-me, apenas por chamar. Para me ter presente, lado a lado com ele. Caiu no seu sono de pureza outra vez.
É dele, o sono. Onde o aprendeu? Perguntem ao Mundo?
A sua gratificante meiguice?
Não! Não tenho a meiguice deles. Lindas. Puras. Perfeitas.
Tenho a minha meiguice.
Quando os vejo sorrir, sorrio-o também. São lindos.
As suas ímpares significações representam e comportam Seres humanos imprescindíveis na minha visão do Mundo inteiro.
Figuras reais e vivas de uma enorme significação.
Tenho-os em mim e no que sou.
Olho à minha volta.
Livros. Estantes repletas deles. A sabedoria. Os títulos destacados dos assuntos que com tranquilidade escolhi. Sem fraquejar. Verdadeiros "fosséis" do estar cá.
Porque gosto das pessoas?
São gente.
Gente que possui a garra. A força. A atitude. O Ser.
Que têm todo o meu respeito e admiração. Vivem as suas vidas. São muito importantes.
Merecem tudo. O meu amor. A minha sincera solidariedade. A pessoa que sou.
Intransmissível por gostar deles. Muito? Imenso.
Abarco o significado deste instante. Único. Universal.
Tudo vive de acalmia e silêncio à minha volta.
Olho. Volto a olhar.
A profundidade do meu sentir, consegue traduzir nitidamente o que me ocorre.
Por que és assim? Sim!, eu?
Não consigo discernir a razão. Dissecá-la. Abri-la. Mostrar o meu interior que vale o que vale.
As pessoas. A gente. O meu eu. O mundo das pessoas que possuo na cabeça. Tantas!
Abarca-me, faz sentir-me real. Possuir uma existência.
Digna para comigo, digna para com eles.
Uma existência que agarro com ímpeto para não me fugir por aí aos beijos a todas as pessoas.
As pessoas? Adoro-as!
Um Bem-Haja ao que fizeram comigo, ao meu simples eu.
Vivo uma plenitude de deslumbre por amar, assim, a vida.
A minha vida de amor para dar. Signicativa. Abrangente.
Uma vida das pessoas que nutrem algo pelo que sou.
Tenho uma imensa significação em mim, pelo "Universo" das Pessoas.
Merecem-se essa significação.
Adoro pessoas!
Não sei por quê?
Talvez, por serem pessoas. Pessoas repletas de encanto!
Entrego-me ao Mundo. Aos meus. Com intensidade e fervor. Com toda a dedicação que me vai na Alma.
Sim! Com a pureza e a ingenuidade de uma criança.
Do seu primeiro grito ao nascer!
Quem sou eu?
Sei lá quem sou.
Só sei que visto heterónimos sobre heterónimos de mim.
Nunca explicaria isto sem silêncio. Sem brandura. Sem quietude.
Observo-me e observo o que me faz feliz.
Está bem. Está tudo bem como o simples desejado.
Ansiado.
Repleto de tranquilidade. Bem-estar.
Sou feliz!
Pena. Maio. 2008

Monday, May 19, 2008

O Lugar Onde Nasci!!! Jamais O Esqueci!!!

No alcatrão da estrada fazia-se calor. Ludibriei-o com coragem, mas sem excentricidades ao volante.


O "desenho" da paisagem era significativo do poder Divino. Só podia.
Acelarei um pouco o veículo, dando-lhe a energia necessária para o fazer, que me conduziu sem fim até ir parar a um lugar não ignorado por mim, mas, de certo modo, esquecido da memória da maioria das pessoas. Aquele pequeno lugarejo, que parecia desabafar, sempre me trouxera boas recordações e encantos.

Sobranceiro ao Douro, situado numa das suas inúmeras encostas que pareciam amparadas pelo rio afamado e fruto de delícias infantis, de adultos de igual maneira, resultado de trabalheiras incansáveis, suadas por gente que é gente. Eu sempre o "senti" e o "pensei" assim.

Lugar ímpar de beleza situado nas encostas do afamado rio Douro sonhado e idolatrado por
muitos e ignorado por poucos dada a sua imensa ternura fantástica e capacidade de "entrada" soalheira de um Sol maravilhoso. De deslumbrar, graças a Deus.

A local amado e estimado de sempre!

O lugar de ontem. De hoje. De amanhã. De sempre.
A vida deu voltas e voltas, mas aquele lugar permaneceu. A vida? Fora-se, mas ficou o espaço. As casas. Os campos. As vicissitudes do seu povo e das suas gentes afáveis. O amor que não tem preço, por ser incomportável! Desmedido. Grandioso.

O seu nome repousa em mim secretamente, por amor ao lugar.
Os campos, outrora trabalhados com ardor, asseados, cultivados e resplandecentes, estavam agora desertos. Abandonados. Ao triste acaso.

Um acto que entendo tão bem. Demasiado bem, por entender a atitude!
Os seus habitantes haviam-se "levado" para o estrangeiro na busca de melhor qualidade de vida. Entendo esta atitude na perfeição e, compreendo a ansiedade do gesto daquelas suas gentes sofridas, pondo-o em prática, em evidência visível, tentando levar a cabo um acto concretizado numa profunda dor. Destaco: Numa profunda dor!

Só eles a saberâo, mais ninguém. Confidências silenciosas e preciosas de um valor intenso e imenso guardadas para si.
Guardados com chave de ouro na lembraça de um dia poderem regressar.
Disso, não tenho a mínima dúvida. A mais breve hesitação
, sequer.
Não me poderia passar pela cabeça outra coisa senão esta.
Senti um aperto no peito. Que saudades do tempo do passado! Como tudo estava agora diferente!

O empedrado da estrada era mais um caminho acidentado repleto de buracos e fissuras perpétuas no asfalto agora deixado ao triste e desamparado acaso.
Tanto havia sido prometido àquelas gentes, um "tapete acolhedor" que lhe desse a vida merecida. Condigna. São assim as eleições para a liderança da autarquia: tudo prometem, nada concretizam.

Promessas. Só promessas! Que enganam um povo sincero, humilde, trabalhador e honesto.
A casa, a casa que fora de sonho em tempos idos, não aparentava nem por sombras, o que viveu, as conversas que escutou, as confidências que as suas paredes sigilosamente guardam e continuarão a guardar para si. Só para si. Só para o seu interior. Necessita com urgência de arranjo. Está quase a desmoronar-se sem o merecer. Sem o desejar.
Nunca!

Dei a volta com o automóvel no chamado Largo do Relógio, cujo relógio de Sol oferece a designação e dá o nome ao Largo, sem o ver, o ancestral relógio.

Havia desaparecido.

Teria "sido levado" também? Como era ancestralmente, exemplo de orgulho das suas pessoas. Acolhiam-no pelo fulgor das horas solares precisas. Exactas. Belo e propriedade dos seus habitantes, que falava pelo sol a hora do dia, pude constatar algo perturbado e intrigado, pela sua ausência soprada e constatada em mim. O Largo perdera um amigo do peito, a sua maior significação e, companhia inseparável, de um tempo infinito que não pára.

Eu, parei.

Para meu espanto, vieram três pessoas, silhuetas humildes e olhares de espanto, ao meu encontro.
Eram as "três" uma família enorme. Para mim, eram!

Saudaram-me. Verifiquei com admiração que me olhavam, olhar bem direito e "levantado". Adorei!

De imediato, sem dar tempo a que pudesse esboçar qualquer gesto, conduziram-me a uma casa em construção. A casa sonhada. A casa ambicionada. A casa que sempre ambicionaram na sua rica imaginação de pobres economicamente, mas ricos e gigantes nos sentimentos e formas de ser.
Deixei-me levar. O que me estava a acontecer era enternecedor, mágico de encanto que causava um imenso bem-estar e alegria, que não lhes ocultei. Nunca o faria, por amor a tanta bravura, a tanta luta, a tanta felicidade.

Notei o jovem. Não teria mais de treze anos e frequentava a escola, sem nunca esquecer as lides do campo e a ajuda à família em tudo.

Tinha um computador! Um computador onde escrevia. Disse-me que a sua vida também morava e passava por aquele aparelho. Pago a prestações com suor e trabalho fora do tempo passado na escola.
Escrevia.
Escrevia nele. Escrevia sonhos. Escrevia histórias.

Na casa, que crescia aos poucos, lentamente, tinha os seus livros e os seus sonhos.
Requisitava-os na escola e lia, sôfregamente, à luz de uma lâmpada difusa e pouco clara, à noite, para os entregar de novo dentro do prazo estabelecido, sem pagar quaisquer multas.

Revi-me naquele jovem sonhador e fiquei extasiado de encanto. Se se regressasse
no tempo:
Era o modesto eu!
Notei naquele pequeno Ser algo imperturbável, algo inteligente, muita vivacidade, muito amor aos seus e amor aos sonhos, que passavam por aquele computador. Por aqueles livros. Pelos rascunhos da sua escrita.
Sim! Fiquei deslumbrado parecendo ir desmaiar de alegria e arrebatamento.
Falou...Falou...Falou...Encantou o que dizia.


E, quando me despedi cordialmente para regressar à pacatez do que sou, sim!, notei-lhe um "Brilhozinho" nos olhos. Aquele cintilar puro e sentido era Diferente. Diferente, porque era Especial. Havia neles vida. Inteligência. Alegria. Magia. Sonhos puros. Ideias.
Agradeci a Deus e ao que Ele fez. Agradeci tê-lo conhecido! Agradeci por presenciar um Ser Humano Feliz. Eternamente Feliz! Humilde, mas eternamente feliz.


E, eu adoro ver pessoas felizes. Fico também feliz.
Não sei se por contagio ou outra coisa qualquer que não consigo definir por se torna difícil de definir.


Quanta Felicidade ia no rosto daquele jovem. No seu olhar destemido e erguido aos céus com valentia, auto-estima poderosa e amor à existência dele e dos outros.
Regressei a casa, sem olhar para trás agradecido a Ele e, pensando:
Jovem, mereces tudo. Mas, tudo!

E, fiquei prostrado com este episódio real de eterno deslumbre de uma vida!

Valeu a pena recordá-lo para sempre.
pena. Junho. 2007 "Viajando por Trás-os-Montes-O Lugar Onde Nasci"!!!

Friday, May 16, 2008

A "Minha" Escola Que Não É Só Minha...!!!

A "minha" escola que não é minha, tem adolescentes formidáveis. Não é minha, porque não a comprei. As escolas não se compram. Só tento lá fazer, o que tenho obrigação de fazer. É um dever meu. Somente.
Eles acarretam um pouco de tudo o que é maravilhoso. Fantástico!
Não são Alunos de um, qualquer um. Têm brio. Para mim, têm o poder de surpreender. Têm uma Alma.
Estes Alunos, que não são só meus, mas de outras pessoas também, "respiram", vivem na imensidão de deslumbre que os faz "respirar". Estão bem vivos. Alertas. Sóbrios. E, são dotados de uma ímpar sensação de viver. Sentir e Amar também.
Por que serão assim?
Porque os defino e sinto-os em mim assim.
Só lhes vejo qualidades, aptidões, capacidades. "Transportam-se" sem defeitos assinaláveis ou muito significativos de críticas negativas. Não têm defeitos que se vejam, só para ver e encontrar. Não!
A minha escola que não é de um, qualquer um, Ensina. Ensina, a Vida. O Viver. E, eles sabem isso. E, Aprendem. Entregam-se. Suam lágrimas esforçadas, mas simples e plenas de alegria de viver. De existir porque existem. Vão à "luta", numa "luta" sem fim.
Ninguém pode dizer mal daqueles Alunos. Ninguém pode dizer mal, dos "meus" alunos que não são "meus".
Sei que não são só meus. Mas, também são meus. Ai, disso estou certo. Não! Não tenho dúvidas.
A "minha" escola que não é minha, tem alunos com valor. Quase todos. Ou melhor, todos. Sim! Sem excepção.
A minha escola que não é de um, qualquer um, Educa. Faz "apregoar" a Educação.
Vê-se nos seus sorrisos. Vê-se nos seus olhares. Vê-se nas suas expressões faciais. Vê-se "dentro" deles.
Quando entro na minha escola fico alegre só de os ver. Lindos! Sim! Já disse, Todos eles!
Como amo a "minha" escola. Não! Não vou comprá-la. Vou amá-la. Com tudo o que possuo. Com Amor.
Os "meus" alunos, que não são meus, expressam o que de melhor possuem em si. O que de mais belo lhes vai no coração doce e terno. Fazem que páre para ouvir e compreender o que lhes lá vai.
Defino assim, a "minha" escola, que não é de um, qualquer um.
Se tivesse dinheiro, comprava-a.
Sim! Seria só para mim.
Porque a compreendo. E, compreendo os meus alunos.
Pena.Junho.2007" A Escola que não é de um, qualquer um".

Monday, May 12, 2008

Como A Percebo, À Noite!!!

Um crepúsculo de deslumbre, já há muito se dissipou no horizonte.
Imponente. Majestoso. Belo!
Ganho tempo. Muito tempo. A observar a noite.
As suas sombras inconfundíveis.
Fantasmagóricas, na maioria das vezes, mas que me preenchem por completo.
Hoje, neste preciso instante seguido de outros instantes habito a noite.
Moro nela. A noite alberga-me. Acolhe-me. Abraça-me com a sua bela cumplicidade.
Os ponteiros dos relógios pararam há muito, para mim. Mesmo há muito.
É tarde, eu não vejo como.
É leal. Nunca contei as horas.É afagante. Provoca-me uma sensação doce. Linda. A noite é linda.
Sinto que vai ser mais uma noite branca. Exalto de emoção pela sua amabilidade. Sentida. Vivida. Existente em mim.
A escuridão acolhe-me no seu seio de ternura. Alegre. Bem disposta que até me faz sorrir.
A noite faz-me sorrir poque a vejo sorrir com o seu inconfundível trejeito de sorrir.
Aberto. Amigo. Bem perto do que sou.
Essa escuridão de que falo e sinto, provoca-me um bem-estar enternecedor que acolho aprazivelmente.
Conquistou-me. Enlaçou-me.
Absorveu-me. Fez dar vida às palavras. Aos actos. Ao ritmo cardíaco de existir.
Faz pulsar forte o meu coração. O meu pensamento. O que vai em mim com beleza.
Uma pacatez bela!
Não admite, não consente, a fadiga, eterna e doce companheira de que não prescindo.
Jamais!
A eterna felicidade do Ser. Do eterno Sentir. Do deslumbrante Estar!
Olho à minha volta. Discreto. Posso agir incorrectamente sem o desejar.
A escuridão alumia-se por entre uma melodia e uma lâmpada acesa de escuridão.
Olho, de novo.
A minha visão abarca bem o que sinto. O que penso. O que faço.
Sinto necessidade de dar vida ao sonho.
Um sonho belo. Incontestavelmente, belo! Entrincheirado na noite há muito ansiada.
De forma Sentida. Vivida agora.
Costumo mimar a noite.
Falar-lhe ao ouvido carinhosamente.
Costumo nunca faltar à noite.
Delicia-me.
Não! Nunca lhe faltei. E, ela a mim! Nunca!
É ponto assente. Indiscutivel.
Angustia-me pensar, sentir, um dia fazer-lhe algum mal.
Porque o faria? Nunca, à Noite! À noite nunca!
A noite reflecte o que sou!
Partilho com ela, com a sua imensa escuridão, o silêncio, Sinto-me bem no silêncio dela, da noite.
Sopra-me sussurrando, só para o meu eu, uma melodia encantada da vida.
De viver.
De viver dentro do sonho!
Sem a noite, morreria!
Morreríamos todos, creio.
Mas, eu principalmente!
Morreria por não suportar a dor da sua ausência. Intensa.
Sofreria, até sucumbir nos seus braços de acolhimento e amparo estendidos maravilhosamente para mim.
Braços doces. De magia.Que enfeitiçam. Que nos fazem sonhar.
Sonhar o possível. Sonhar o impossível.
A noite fala-me. Diz tudo. Tudo o que lhe vai. Tudo o que me vai.
A noite dá vida à vida! Com a sua presença e com o seu doce afago.
E, eu não prescindo dela.
Quatro paredes. Uma melodia terna. Uma porta. Uma janela aberta ao Mundo. Um lápis. Um papel. Uma lâmpada difusa cintilante.
A escuridão arrebatadora que se exprime e que nos presenteia.
Cúmplice do sonho. Da vida.
Amo a noite!
Obrigado noite!
E, obrigado pelo que és, pelo que sou!
Obrigado!Fico-te eternamente grato, noite!
Porquê?
Simplesmente, por seres noite!

Pena, Uma Noite Branca de Encanto. Março.2007

Thursday, May 08, 2008

A Expressividade Do Sorriso de "La Gioconda"...!!!

Quando no final do ano de 2007 visitei Paris ia com um brilhozinho no olhar.
Havia lido o controverso e discutível livro"O Código Da Vinci" do afamado escritor Dan Brown. Queria conhecer o Museu do Louvre. Descobrir a atenticidade do surpreendente sorriso da"Mona Lisa" de Leonardo Da Vinci.
Quando entrei no Louvre não a vi de imediato.
Também não podia surgir ali ao acaso, só para preencher a minha ânsia.
Eu evidenciava algum nervosismo. Era um sonho que se sonha só de vez em quando.
Especial mesmo, acreditem?
Daqueles que não se sonham, realizam-se com prontidão e querer.
Segui "placards" atrás de "placards" indicativos por temáticas e artistas famosos, mas eu sabia o meu desejo. Sou persistente naquilo que quero e ambiciono concretizar.
Empenhado e obcecado mesmo. Irreflectido e com o olhar fixo no meio da cabeça que possuo, direccionado para o que desejo. Talvez, alguma doença "viva" em mim e no que sou, sem eu saber ou conhecer.
Vou pensar nisso, a sério.
De súbito, sem placas, vi um ajuntamento de turistas disparando através de sofisticadas máquinas digitais fotográficas "flashes" sobre " flashes" em frente a um quadro consideravelmente distante deles.
Aproximei-me, interessado.
Era um quadro barrado por uma segurança enorme. Aparatosa e com uma corrente que parecia não ter fim que lhes impedia a apoximação exagerada.
"La Gioconda"! Ei-la, surgiu-me ao olhar incrédulo.
Olhei e olhei.
Era um quadro de dimensões reduzidas. Pequeno e inofensivo, creiam.
Tão insignificante, mas plenamente expressivo.
Um sorriso comedido, mas que cintilava de pureza bela, mesmo na sua insignificância de deslumbre. Uma expressividade doce.
Passei ali a manhã. Olhando. Observando. Vendo.
Que sensação inacreditável. Simples, até.
Como um quadro deve ser ao olhar que percepciona a singeleza. Naturalidade. Beleza.
Emitia um sorriso convidativo tão expressivo. Pareceu-me triste/alegre. Apelativo/sereno.
Presente/distante. Emotivo/sem emotividade.
Especial. Sim! Especial. Digno na sua dignidade. Puro na sua imensa pureza.
Precisamente como eu estava, contagiado.
Quando decidi sair dali, dei dois passos, mas regressei logo, outra vez.
Tentei ir-me embora, mas voltava sempre bem perto dele, do quadro famoso.
Havia algo.
Desenvolvi aquele procedimento pelo menos quatro vezes. Não as contei.
Quatro. Cinco vezes. Não consigo precisar.
Nunca mais esqueci este instante.
Tiveram que "puxar-me".
Fui então embora, contrariado, mas feliz.
Viveria eternamente ali.
Um dia depois, regressei ao meu belo País, embevido em fascínio e encanto.
Agradado e satisfeito.
Surpreso pela simplicidade da teia complexa/simples da bela "La Gioconda" dos meus sonhos.
Quando o avião aterrou, perpassou por mim uma acalmia imensa.
Como a do quadro transmite.
Adorei!
Como instante ímpar e único, penso não voltar a vê-lo.
Fiquei estarrecido, uma vez, posso contar aos que me irão suceder na minha hierarquia familiar.
Aconselhá-los-ei a visitá-la.
Sem dúvidas. Eu,não!
É demasiado bela!


"Lillian Schwartz, cientista dos Laboratórios Bell, sugere que a Mona Lisa é na verdade um auto-retrato de Leonardo, porém, vestido de mulher. Esta teoria baseia-se no estudo da análise digital das características faciais do rosto de Leonardo e os traços do modelo. Comparando um auto retrato de Leonardo com a mulher do quadro, verifica-se que as características dos rostos alinham perfeitamente. Os críticos desta teoria sugerem que as similaridades são devidas ao facto de ambos os retratos terem sido pintados pela mesma pessoa usando o mesmo estilo."
Pena. Dezembro de 2007. "Quando visitei Paris". 21horas25m e cinquenta segundos de uma vulgar Quinta-Feira.

Saturday, May 03, 2008

Dedicatória Aos Alunos (Uma Despedida Que Me Sensibilizou)!

Diário de um Professor (Dedicatória aos Alunos)
Chegou a hora da despedida!
Levo no meu coração os vossos sonhos de crianças puras, sinceras, transparentes.
Vejo-vos como flores a desabrochar num jardim muito belo que jamais sairá da minha memória.
Sei que barafustei, berrei, zanguei-me.
Sei que não tinha esse direito, mas os adultos são assim!
Permanecerá a lembrança dos vossos rostos sempre sorridentes e felizes que compreendiam tudo silenciosamente que acalmavam a minha injusta conduta de "adulto" para convosco.
Acima de tudo vejo a amizade, o carinho, a enorme ternura que sempre senti por vós.
Por todos vós!
Não esquecerei nem um de vocês, podem estar certos disso.
O eterno rosto pessoal, um a um.
Estou plenamente convicto que nesta hora do adeus apetece-me levar-vos para sempre comigo, prender a vossa atenção a tudo o que aconteceu e, acima de tudo, pedir-vos DESCULPA.
O meu pedido de desculpa prima por ser autêntico, verdadeiro, sincero e, sei que todos vós, sem esquecer um, me perdoará, com um abraço sem mágoa, sensíveis como sóis não só nas tristezas, como nas alegrias da vida.
Fostes traquinas, irrequietos, mas isso só vos dá um valor incalculável por amardes e nutrirdes pela existência uma riqueza desmedida.
As vossas brincadeiras são fruto da vossa tenra e doce altura para o fazer.
O vosso irreverente comportamento foi alvo de comentários em todos os pontos da escola. Talvez, não tivessem outro assunto para conversar.
Para mim, como educador, felicito-vos pela compreensão, resignação e alegria com que aceitastes as minhas censuras aos vossos actos, talvez menos correctos, que assumi para convosco para melhorar a situação, embora, por vezes, a dureza das palavras exigisse outra solução mais entendedora e calma.
Cada gesto, cada palavra, cada som, cada atitude vossa, serão preservadas como um tesouro imenso, uma riqueza incalculável, no meu colo e no meu coração.
Nesta hora da despedida, só me ocorre uma frase:OBRIGADO E ATÉ SEMPRE!
Tenho um olhar fixo perante o Vosso encanto.
De cada um.
Um a Um.
(Dedicatória aos Alunos do 6º Ano - Turma H da Escola onde trabalho e era Director de Turma).
Ano Lectivo de 2005/2006
Pena. Junho.2006
Sensibilizei-me, acreditem? Abracei-vos individualmente, comovido e emerso em emoção.
A minha emoção sentida.
Profunda! Jamais ignorada.
Esta dedicatória é direccionada a todos os Alunos/Pessoas do Mundo.
Uma "relíquia" que preservo no que sou e sou assim.

Tuesday, April 29, 2008

Como Me Podia Esquecer: A Bela Veneza!


Aquele Verão passado fôra um sonho. Difícil de viver outra vez.
Relembro-o, agora. Na pacatez e no sossego do meu “abrigo” que adoro. Este fala. Exibe delícia e encanto!
Veneza! A cidade mais deslumbrante da Região do Veneto. Pura. Linda.
Parece-me que me vejo de novo nas suas inúmeras ruas e ruelas. Segredavam-me gentileza e simpatia. Afagavam-me com cortezia. Com singeleza. Sinceridade. Seriedade. Beleza.
Verão. 2007.
Deparei-me num vaporetto, entre inúmeros vaporettos, que atravessava o Grande Canal onde “viviam” centenas de canais. A Lagoa de Veneza parecia sorrir. Um vaporetto-fúnebre passou por nós a grande velocidade. Senti-me perguntar para mim, que cidade era aquela?
Lá longe, perante o instante e as luzes fuscas do barco, via-se a atmosférica única de ternura, das pontes famosas: Academia e Rialto.
Cai, em mim, de fascínio inesquecível.
Entregue a amistosas margens, atracamos. Consegui ver os rostos simpáticos, embevidos de fascínio e sorridentes dos nossos amigos: a Isabel e o Paulo. Estávamos atordidos pelo momento ímpar do sonho acalentado nas nossas vidas particulares e próprias existências, de uma vivência deslumbrante e inequívoca.
Pestanejei, incrédulo. Creio que todos pestanejaram de enternecimento e admiração.Tudo se movia para a famosa Piazza de San Marco, o centro convencional de Veneza.
Parece-me que me estou a reviver. Saboreei um amistoso Sorvete de Nutella na amplitude e magnificente Praça, uma vez chegado lá. Era um café importante no meio de tanta imponência visível a olhares trocados cúmplices de disfarce e incredulidade perante tanta maravilha.
Lá estava a Basílica de S. Marcos, fiel e bem guardada. A Campanile de S.Marcos. À sua volta respirava o seu “conselheiro” e apurado de deslumbre: o Palácio dos Dodges, a antiga residência dos governantes da cidade encantada por magia irreal. De nascença divina, estou certo.
Dentro da Basílica, A Pala D or (um retábulo de ouro e pedras preciosas composto por 250 Painéis), O Tesouro e o Corpo de S. Marcos.
Fantástico! – Pensei para o meu eu, sem o divulgar a ninguém.
Para culminar o sonho, tudo terminou dentro de uma Gondôla e uma canção típica italiana com a que mais amo. Falou o champagne e...!!!
Nunca esquecerei Veneza.
Amo-a, demais.
Um dia verterei lágrimas autênticas se recordar ao vivo, vivendo-o na realidade de novo com a minha presença lá no seu lindo cosmopolitismo, o sonho que relato com amor e ternura, como o faço aqui e agora, tão distante, mas tão perto, acreditem?
Este sonho partilho-o com todos os meus simpáticos visitantes e não visitantes.
Carinhosamente,
Pena
Recordando...apenas!
Mas, de forma profunda!
Pena. 19 de Abril.2008.Terça-Feira.20h40m. "Um Sonho Chamado Veneza"

Friday, April 25, 2008

A Abordagem do Complexo Mundo Autista Infantil. Apaixona-me...!!!

“ Gosto deste facto. Do céu.
É algo que podemos perceber na nossa cabeça só por olharmos para o céu por cima de nós, à noite, e pensar, sem termos de perguntar nada a ninguém”.
“ Eu disse: - Estás triste?
Ele olhou para mim durante muito tempo e respondeu: - Sim, pode dizer-se isso.
Pode muito bem dizer-se isso.
Resolvi deixá-lo sozinho, porque quando eu estou triste gosto que me deixem sozinho.
Por isso não disse mais nada. Limitei-me a ir para a cozinha, fiz o meu sumo de laranja e levei-o para o meu quarto."
”Mark Haddon in “O Estranho Caso Do Cão Morto”- Editorial Presença
A problemática do autismo nas crianças apaixona-me, assim como, tudo o que suscita atenção e dedicação.
Como Educador, sinto que todas as crianças do meu lindo Portugal deveriam ser tratadas por igual. A necessidade do Ensino Especial é muito urgente e necessária nas escolas.
Num determinado ano, que não consigo precisar, trabalhei empenhadamente com os Professores A. e J. numa turma onde existia a diferença. Uma criança com "Trissomia 13". Enriqueci-me tanto, acreditem?
Quando esta criança fazia um trabalho mostrava-o à turma que o aplaudia de pé.
Jamais me esqueceu. Quando me vê ou ouve a minha voz emite gestos carinhosos e não passa sem me cumprimentar. Uma criança fascinante com um mundo fascinante.
Mesmo, quando estou apressado cumprimento-o efusivamente. Expresso o meu DEVER.
DEIXO UM ALERTA: A EDUCAÇÃO É PARA TODOS. NÃO SÓ DE ALGUNS!
pena. "Diário de um Professor". Dia 26 de Abril de 2008.